O sonho de consumo político-eleitoral de Lula da Silva, do PT, da esquerda e do próprio governo, é que a direita lance uma candidatura alinhada a Jair Bolsonaro, preferencialmente um de seus filhos.
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Fala-se no senador Flávio, no deputado Eduardo (autoexilado nos EUA) ou até mesmo na ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na pior das hipóteses, para Lula, o ideal seria que ao menos o vice tivesse o sobrenome Bolsonaro.
Isso beneficiaria o ex-presidiário, caso busque a reeleição, permitindo que ele se agarrasse novamente à polarização e vinculasse sua imagem àquele que derrotou na eleição em 2022 com ajuda acintosa e desavergonhada da Justiça Eleitoral.
Convém lembrar: Bolsonaro foi eleito, quatro anos antes, pelo voto anti-Lula — que estava condenado a mais de 12 anos de prisão por corrupção.
Só saiu do cárcere por uma ação absurda do STF, cujo único objetivo era tirar o então presidente do caminho.
O ungido
Nas últimas semanas, em meio à formalização da Federação União Progressista, é voz corrente nos bastidores: Tarcísio de Freitas será o nome capaz de pôr fim ao golpe que trouxe Lula e seus comparsas de volta à cena do crime. Tarcísio participou do ato de consolidação da federação em Brasília. Sua desenvoltura verbal, sua agilidade mental, sua capacidade de concatenar ideias e sua condição de gestor testado já o colocam como contraponto ao PT, corrupto e falastrão.
Marca
Por onde passou — no DNIT, no Ministério da Infraestrutura ou agora como governador do estado mais forte da federação — Tarcísio sempre entregou resultados. Enquanto o PT fala, esperneia e procura culpados para justificar a roubalheira, ele age. Não por acaso, tanto o centrão no Congresso quanto a Faria Lima, coração do PIB nacional, se movimentam em sua direção.
Convergências
Tarcísio é disparado o melhor nome. Sua candidatura ajusta o tabuleiro de todos os outros presidenciáveis já citados — Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior, Romeu Zema — que tenderiam a apoiá-lo. Afinal, ele governa São Paulo, estado que concentra 23% do eleitorado brasileiro. Simples assim.
Ninguém aguenta
O próprio Tarcísio já disse: ninguém aguenta mais Lula e o PT. O sistema corrupto tenta simular normalidade, mas o país está corroído, e a população percebe.
Perspectivas
É fato que seria mais confortável para Tarcísio disputar a reeleição em 2026 e deixar a Presidência para 2030. Mas a política brasileira ensina: em 2006, Lula já estava morto com o mensalão e mesmo assim se reelegeu. Cada povo tem o governo que merece.
Tempo
Tarcísio tem hoje 50 anos. Em 2030 terá 55, contra 85 de Lula e 75 de Bolsonaro. O tempo não o pressiona. Mas a realidade é que seus apoiadores já perceberam: ele é o único nome capaz de derrotar Lula da Silva em 2026.
Vida real
Prova disso é que, quando percebeu a convergência em torno de Tarcísio, Lula passou a repetir que será candidato à reeleição em 2026, desde que esteja em plena condição de saúde. Lula e o PT sabem muito bem que Tarcísio é o adversário mais desafiador a ser enfrentado.
Estamos entrando na última semana de agosto. O tarifaço do governo Trump já completou um mês e, nesse período, nada de Lula da Silva buscar uma negociação com o presidente americano. Nem mesmo um telefonema.
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E qual a alegação do ex-presidiário?
Só liga se tiver a garantia de que não vai ser tratado com descortesia.
Típico comunista: rancoroso, raivoso, mimizento.
Vejam só: o presidente da República — que saiu da cadeia direto para o Palácio do Planalto —, alguém que deveria defender os interesses nacionais, só se dispõe a falar com Donald Trump se tiver certeza de que não levará uma invertida. Figura abjeta, completamente despreparado para ocupar a Presidência.
Esse é o “candidato do amor” de 2022. Antes mesmo de Trump retornar à Casa Branca, já o havia insultado de todas as formas, chamando-o de nazista, fascista e por aí vai. Depois, declarou voto em Joe Biden e, mais tarde, em Kamala Harris, rompendo protocolos básicos da diplomacia.
Senilidade
Biden bateu em retirada, veio Kamala, e o “Lulinha, paz e amor” também a apoiou.
Trump venceu. E agora? Já caminhando para o terceiro ano do terceiro mandato, Lula não conseguiu sequer estabelecer contato com o presidente americano.
Delirando
No BRICS, insiste na ideia de uma moeda para “não depender do dólar”.
Claro… evidentemente, seus parceiros ditadores do bloco ficaram em silêncio, porque sabem que Lula só quer fazer discurso, jogar para a plateia.
Obsessão
Na prática, provocou Trump para receber o tarifaço e, depois, posar de defensor da “soberania nacional”. Logo ele — que entregou o país à China.
O Brasil já estava na lona antes do tarifaço, graças à gastança desenfreada e à má gestão de Lula e de seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que entende de tudo, menos de economia.
Pisando em ovos
Enquanto isso, o ditador chinês negociou com Trump para retardar tarifas.
Putin, recebido no Alasca, também costurou acordos no campo econômico e tratou da Ucrânia. Índia e África do Sul garantiram tarifas bem menores que as impostas ao Brasil.
No pincel
O Brasil ficou “segurando o pincel” — fruto da incompetência de um presidente perdido, metido a socialista, obcecado em estreitar laços com a China. Só que ainda não percebeu que os maiores investidores diretos no Brasil são os Estados Unidos, Espanha, França, Uruguai, China e Reino Unido.
Disparado
Os EUA, sozinhos, investem aqui quase US$ 273 bilhões — mais de cinco vezes a China, que aportou US$ 53 bilhões.
Somados Espanha, França, Uruguai, China e Reino Unido, o total mal se equipara ao dos americanos isoladamente. E Lula, o “grande estadista”, resolve esnobar os EUA como se o Brasil fosse potência.
Asco
O resultado está aí: caindo pelas tabelas.
Os Estados Unidos — maior potência política, econômica e militar do planeta — e o governo petista querendo “falar grosso”. Enquanto isso, os dados oficiais mostram o país em colapso: pedidos de recuperação judicial em 2024, com aumento de quase 62% em relação a 2023.
Império miserável
Em 2023, ano da volta da quadrilha ao poder, foram 1.405 pedidos de recuperação judicial. Em 2024, já são 2.273. E, quando 2025 terminar, o número deve passar de 3 mil. Nos governos Temer e Bolsonaro, o saldo era positivo: mais empresas abriam do que pediam recuperação judicial. Essa é a realidade do Brasil. Essa é a herança de Lula e do PT: um império miserável.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.