Investigado, preso no Rio Grande do Sul, é apontado como responsável por fraudes virtuais, extorsões e estelionatos em diversas cidades catarinenses
Suspeito pode estar ligado a ocorrências registradas em diversas cidades catarinenses, entre elas Tubarão - Foto: Divulgação A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na manhã desta segunda-feira, 18 de maio, mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem investigado por coordenar um esquema de golpes eletrônicos, extorsões e fraudes patrimoniais em várias cidades de Santa Catarina e também em outros estados do país.
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A operação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma e teve como alvo um suspeito apontado como líder de crimes praticados principalmente por meios digitais. Conforme a investigação, ele utilizava aplicativos de mensagens, redes sociais e identidades falsas para enganar vítimas e obter vantagens financeiras ilícitas.
O caso começou a ser investigado após o registro de um golpe envolvendo a falsa venda de um videogame negociado por aplicativo de mensagens. Segundo a Polícia Civil, o investigado criava perfis fraudulentos, utilizava nomes falsos e até intermediários para convencer vítimas a realizar pagamentos por produtos que nunca eram entregues.
Durante as apurações, os policiais descobriram que o suspeito, atualmente preso em uma unidade prisional no Rio Grande do Sul, continuaria comandando as fraudes mesmo de dentro do presídio. A suspeita é de que ele utilizasse celulares introduzidos ilegalmente na unidade para manter contato com comparsas e organizar novos golpes.
Ainda conforme a investigação, o homem pode estar ligado a ocorrências registradas em diversas cidades catarinenses, entre elas Tubarão, Içara, Urussanga, Lages, Blumenau, São José, Palhoça, Capivari de Baixo, Balneário Arroio do Silva e Santo Amaro da Imperatriz, o que reforça a suspeita de atuação criminosa organizada e recorrente.
Os investigadores apontam indícios da prática de crimes como estelionato, extorsão, associação criminosa, falsa identidade e uso de documento falso.
Durante o cumprimento do mandado de busca na unidade prisional, os agentes apreenderam um celular e dois chips telefônicos. Os materiais serão periciados e podem auxiliar na identificação de novos envolvidos, vítimas e na dimensão do esquema criminoso.
Por conta do andamento das investigações, a Polícia Civil informou que detalhes sobre o conteúdo apreendido e possíveis novos alvos seguem sob sigilo. O caso continua sendo investigado.