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Direita liderada por Soratto se fortalece em Tubarão

Por Fabiano Bordignon
04/10/2026 - 22h16
Prefeito Soratto - Foto: Divulgação

A eleição deste domingo, 04 de outubro, deixa um recado político importante em Tubarão: a direita liderada pelo prefeito Estêner Soratto (PL) sai fortalecida das urnas.

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Os candidatos a deputado estadual e federal apoiados diretamente por Soratto conseguiram se eleger, consolidando a estratégia política do prefeito e ampliando o peso do grupo que hoje comanda o município.

Para deputado estadual, Soratto declarou apoio ao Delegado Ulisses Gabriel e Guilherme Colombo, enquanto para deputado federal, esteve ao lado de Julia Zanatta. 

Mais do que a eleição individual dos candidatos, o resultado representa uma demonstração de força política de Soratto em Tubarão. O prefeito, que chegou ao Paço Municipal com uma expressiva vitória em 2024 — 73,30% dos votos válidos —, agora mostra capacidade de transferência de votos e de organização política também em uma eleição estadual e nacional. 

O resultado coloca Soratto em uma posição ainda mais estratégica dentro do PL e da política regional. Ao conseguir eleger todos os nomes para deputado estadual e federal que receberam seu apoio, o prefeito demonstra que seu grupo possui uma base eleitoral capaz de influenciar disputas que ultrapassam os limites de Tubarão.

E há um detalhe importante: Soratto não apenas participou da eleição, ele lutou e defendeu lado e os nomes apoiados chegaram à vitória.

Isso fortalece o prefeito para os próximos movimentos políticos e pode aumentar seu protagonismo nas articulações do PL no Sul de Santa Catarina.

Soratto termina a eleição maior do que começou. A direita de Tubarão, sob sua liderança, sai das urnas mais organizada, com seus principais candidatos apoiados eleitos e com o prefeito consolidado como uma das principais lideranças políticas do município.

A eleição pode acabar no primeiro turno

Por Fabiano Bordignon
03/10/2026 - 18h53

Quem opina não pode se privar de dizer o que pensa. E, justamente por isso, mesmo reconhecendo que o cenário mais apontado pelas pesquisas é de uma eleição presidencial decidida em segundo turno, eu tenho uma leitura um pouco diferente.

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Acredito que existe, sim, uma possibilidade concreta de a eleição ser definida já amanhã, no primeiro turno. Não estou dizendo que isso vai acontecer. Estou dizendo que é um cenário possível e que depende de alguns fatores.

O primeiro deles está justamente na distribuição dos votos dos candidatos que aparecem atrás. Se considerarmos os percentuais atribuídos a Caiado, Renan Santos e Cury, há algo próximo de 10% do eleitorado nessa faixa. Se uma parcela significativa desses votos migrar na reta final —  creio que 70% desse eleitorado caminharia para Flávio, como considero possível — o desenho da eleição muda completamente.

Há ainda outro ponto que merece ser observado: a margem de erro das pesquisas. O Datafolha, que sempre foi mais favorável à esquerda, vem apresentando Lula à frente de Flávio, mas dentro de uma diferença que fica dentro da margem de erro. Minha leitura é que, nesse cenário, não seria absurdo considerar que a vantagem real possa estar do outro lado, conforme apontam outros institutos.

E aqui entra um dado importante da eleição de 2022. Na véspera da votação, o Datafolha apontava Lula com 50% e Bolsonaro com 36%. No resultado do primeiro turno, Lula terminou com 48,43% e Bolsonaro com 43,20% dos votos válidos.

Ou seja: Bolsonaro recebeu uma votação significativamente maior do que aquela indicada pelo levantamento final do instituto, enquanto Lula terminou abaixo dos 50% projetados.

Isso não significa que a história necessariamente vá se repetir. Pesquisa é fotografia do momento. E as últimas horas de uma campanha podem produzir mudanças importantes, especialmente quando existe um contingente relevante de eleitores ainda propenso a migrar.

Por isso, eu não descartaria de maneira alguma um primeiro turno. Para mim, existe um caminho matemático e político para isso acontecer. Se a transferência de votos dos candidatos menores ocorrer em determinada direção e se a diferença entre Lula e Flávio estiver, de fato, dentro da margem de erro, o resultado pode surpreender muita gente.

Amanhã saberemos se essa leitura estava certa ou não. Mas, aqui, opinião é colocada na mesa. 

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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