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A direita já mira o Senado em 2030

Por Fabiano Bordignon
05/10/2026 - 13h26

A eleição deixou uma fotografia importante para o futuro da política catarinense. E, entre os nomes que saem fortalecidos das urnas, duas mulheres despontam naturalmente nas discussões sobre a eleição de 2030 para o Senado: Júlia Zanatta e Ana Campagnolo.

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Júlia Zanatta, do PL, foi reeleita deputada federal com 560.223 votos, estabelecendo a maior votação da história de Santa Catarina para a Câmara dos Deputados. Ana Campagnolo, também do PL, foi reeleita para a Assembleia Legislativa e alcançou 387.523 votos, igualmente quebrando seu próprio recorde que já havia feito na eleição passada tornando-se a deputada estadual mais votada do Estado. 

Os números, por si só, colocam as duas em uma posição de enorme visibilidade dentro do campo político de direita. É cedo para falar em candidaturas definidas para 2030, mas é perfeitamente possível enxergar Júlia Zanatta e Ana Campagnolo como nomes que poderão entrar na discussão interna do PL para Senado, desde que, obviamente Jorginho Mello não tenha essa pretenção, afinal ele será certamente o nome do partido para a única vaga.

No caso de Júlia, a votação de 2026 lhe dá uma dimensão eleitoral especialmente expressiva. Ana, por sua vez, demonstrou força no voto proporcional estadual, com uma votação que a colocou muito acima dos demais candidatos à Assembleia. 

Mas o tabuleiro de 2030 não será definido apenas pelo Senado. A sucessão de Jorginho Mello também deverá mexer profundamente nas composições. Nessa equação aparecem nomes como Topázio Neto e Adriano Silva, além das próprias Júlia e Ana, dependendo dos movimentos que ocorrerem nos próximos anos.

Topázio declarou apoio à reeleição de Jorginho Mello em 2026, evidenciando a aproximação política entre os dois grupos. 

O que a eleição de 2026 fez foi abrir um novo tabuleiro. Júlia Zanatta e Ana Campagnolo chegam a 2027 com votações históricas e passam a integrar, inevitavelmente, o debate sobre os próximos grandes projetos eleitorais de Santa Catarina. 

Se uma delas estará no Senado e a outra em uma chapa majoritária ao governo — ou se ambas disputarão o Senado — será uma das grandes questões da política catarinense nos próximos anos. Claro que inevitavelmente Campanolo seria também nesse cenário uma deputada federal eleita em 2030.

Expedito e Bia Alves chegam fortes para a próxima eleição em Capivari de Baixo 

Por Fabiano Bordignon
05/10/2026 - 08h40
Expedito Michels e Bia Alves - Foto: Reprodução/Revista Única

A votação da eleição de domingo, 04 de outubro, oferece uma fotografia importante do cenário político de Capivari de Baixo para a próxima disputa municipal.

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Ao analisar a votação dos candidatos a deputado estadual no município, Expedito Michels (Republicanos), da Fucap, foi o destaque entre os nomes analisados, com 2.330 votos no município. Bia Alves (Podemos) somou outros 1.703 votos. Juntos, os dois chegaram a 4.033 votos, resultado que evidencia a presença eleitoral desse grupo na cidade.

Vale lembrar que ambos fizeram dobradinha na eleição de 2022 e perderam a eleição por apenas 130 votos para o atual prefeito Claudir Bitencourt (PL).

Pepê Collaço, do Progressistas, também teve desempenho expressivo, com 2.107 votos. Ligado politicamente ao município e integrante de um grupo com histórico de atuação local, o resultado demonstra a manutenção de uma estrutura política do Progressistas em Capivari de Baixo.

Já o Delegado Ulisses Gabriel, do PL, recebeu 727 votos no município. Ele teve apoio do atual prefeito e resultado também passa a ser observado dentro do cenário político local e das articulações envolvendo o atual governo municipal.

O resultado consolida Expedito Michels como um dos principais nomes do cenário político de Capivari de Baixo, especialmente se houver a manutenção de uma eventual dobradinha com Bia Alves, repetindo a parceria da eleição municipal passada.

Com os 4.033 votos somados agora, o grupo demonstra força eleitoral e se coloca de maneira competitiva para a próxima disputa pela Prefeitura.

Ao mesmo tempo, a votação de Ulisses Gabriel acende um sinal de atenção para a atual gestão. Embora o deputado não seja de Capivari de Baixo, os 727 votos obtidos no município, mesmo contando com o apoio do prefeito Claudir Bitencourt, mostram que o governo municipal ainda precisa ampliar sua articulação política e sua presença eleitoral se quiser competir na próxima eleição.

O resultado deixa evidente que há espaço para melhorar a avaliação e fortalecer a base do atual governo para a próxima disputa municipal.

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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