Rogério Marinho em entrevista ao lado de Flávio Bolsonaro, Marcos de Val, Carlos Portinho, Eduardo Girão - Foto: Edison Rodrigues O blog sugere aos seus leitores que prestem bem atenção na manifestação do senador Rogério Marinho, esta semana, no Congresso Nacional.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Ele e um grupo de senadores entregou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, vassalo dos líderes da Organização, uma pauta de legislativa para restabelecer a harmonia entre os poderes no país.
No fim das contas, é uma iniciativa, que precisa de todo apoio popular e da sociedade, para começar a tentar salvar a democracia brasileira, que já foi para as cucuias faz tempo.
Marinho cita Alexandre, o diminuto, hoje o imperador do Brasil. “Não é possível termos inquéritos inquisitoriais em que quem é vítima também julga,” disparou. Inquéritos, aliás, que não terminam nunca e “geram centenas de filhotes.”
O senador também faz duras críticas à forma como o cidadão em questão vem perseguindo oposicionistas sem o menor pudor.
Os casos mais recentes foram as batidas arbitrárias e inquisitórias contra os deputados Carlos Jordy, líder da oposição na Câmara, e Alexandre Ramagem, nome forte à prefeitura do Rio de Janeiro. Não custa perguntar: até esse sujeito, travestido de suprema toga, irá? Depois do vídeo, o texto da Agência Senado detalhando a pauta dos líderes da oposição.
”Um grupo de parlamentares da oposição se reuniu na quarta-feira, 31 de janeiro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Nas palavras do líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), eles foram levar a Pacheco “uma pauta legislativa com a intenção de reafirmar as prerrogativas do Parlamento brasileiro, de resguardá-lo e equilibrar o processo democrático”.
— Não se entende uma democracia onde a inviolabilidade do mandato dos parlamentares e as suas respectivas atuações estejam em risco — registrou Marinho.
O senador informou que, até a próima sexta-feira, 02 de fevereiro, Pacheco deve fazer uma análise das propostas entregues, selecionando quais poderão ser recepcionadas. Depois disso, acrescentou Marinho, será divulgada na íntegra a lista das sugestões — que teriam o objetivo de “fortalecimento do Legislativo, buscando sempre os princípios constitucionais do equilíbrio, da independência e da harmonia dos poderes da República”.
Segundo o senador, a oposição também sugeriu a Pacheco um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para que as propostas sejam votadas rapidamente nas duas Casas.
Marinho ainda disse que a oposição levou a Pacheco a preocupação com ações da Polícia Federal (PF) que têm parlamentares como alvo.
Ele citou os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), alvos das Operações Lesa Pátria e Vigilância Aproximada, respectivamente.
O senador ainda criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Marinho,
Moraes não teria legitimidade para atuar nos processos dos atos de 8 de janeiro de 2023, já que o ministro disse em entrevista saber de um plano em que golpistas planejavam assassiná-lo.
Assim, argumentou Marinho, o ministro seria vítima e juiz ao mesmo tempo, comprometendo a lisura do julgamento.
— Por isso, dissemos ao presidente [Pacheco] que, politicamente, gostaríamos que ele fizesse levar essa mensagem ao Supremo Tribunal Federal, em nome do equilíbrio e da sanidade da democracia Brasileira. Não é possível termos processos inquisitoriais em que quem julga é vítima desse mesmo processo — declarou o senador.
Família Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que a reunião com Pacheco teve como um dos objetivos expor o que chamou de perseguição contra opositores do governo — o que, em sua visão, seria uma afronta à democracia.
— A conversa com o presidente Pacheco foi também nessa linha de mostrar que hoje há uma conjuntura, sim, para perseguir um espectro político ligado a [o ex-presidente Jair] Bolsonaro no Brasil, o que desequilibra a democracia — acusou.
O senador também falou sobre a Operação Vigilância Aproximada, que apura o monitoramento ilegal de autoridades pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na última segunda-feira, 29 de janeiro, a PF fez buscas na casa onde estavam o ex-presidente Jair Bolsonaro e os filhos, em Angra dos Reis (RJ).
Segundo o senador, o alvo oficial era o vereador Carlos Bolsonaro, mas os policiais discutiram a possibilidade de apreender celulares de toda a família (o ex-presidente, o vereador, o deputado Eduardo Bolsonaro e o próprio senador).
— Havia, sim, uma intenção não republicana de apreender todos os aparelhos dos quatro Bolsonaros. Mas por alguma razão, no momento, o delegado que cumpria a diligência fez uma ligação e resolveu voltar atrás. Inclusive celulares dos seguranças de Eduardo Bolsonaro chegaram a ser apreendidos e devolvidos — relatou o senador.
Flávio Bolsonaro ainda disse que há disseminação de notícias falsas por parte da “Polícia Federal paralela” com intenções políticas.
Ele também acusou a Justiça de praticar a chamada “pescaria probatória”, em que buscas de provas são feitas sem causa provável ou com causas diferentes do que realmente se busca, para atingir pessoas eleitas como alvo.
Foro privilegiado
Para o senador Eduardo Girão (Novo-CE), a reunião de representantes da oposição com o presidente Pacheco transcende a questão partidária.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.
VER TODAS