O Alexandre de Moraes é um cidadão a ser estudado porque depois de sancionado, ele compareceu à Arena do Corinthians para assistir o jogo do seu time contra o Palmeiras.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
O cidadão realmente tem que ter sangue de barata, o cidadão tem que ser muito frio. Além disso, ele se mostra narcisista do seu comportamento egocêntrico e cometeu um erro grave. Ao receber vaias, ele fez um gesto obsceno.
Esse tipo de coisa cada vez mais vai isolá-lo, não apenas no Supremo, mas no contexto até do consórcio e até também pelo próprio Congresso, sem falar evidentemente da opinião pública.
Ora, o gesto que ele fez, que nível, que falta de estofo, que falta de categoria e pedigree, não passa de um ralé. Eu cada vez fico convencido que trata-se de um psicopata, que não vai recuar não, embora aos poucos ele será tratado como leproso, mas não vai recuar e vai à frente.
E não quero me referir aqui à ofensiva do Trump para restabelecer os direitos políticos e a candidatura de Bolsonaro à presidência. Deus que me livre.
Chega de Bolsonaro, como chega de Lula, chega de polarização. Como também até em relação à anistia, que eu acho uma vergonha. Não teve golpe? Quem praticou o golpe foi a esquerda. Foi o governo que criou aquelas condições.
Como também nessa questão agora do Trump, é de caso pensado. Lula precisava dessa bandeira. Precisava ter algo que fizesse ele dar uma respirada. Mas vai respirar só por alguns meses. Vai chegar lá em 2026, mortinho, mortinho da Silva.
Mas ele que provocou a situação do Trump. Já citei aqui a leitura das várias situações, ele provocando, insultando, humilhando, desafiando o Trump. Ele queria isso mesmo. Ele é o maior responsável pelo que está acontecendo. O maior responsável, se não o único.
O outro é Alexandre de Moraes, que avançou sobre cidadãos americanos, sobre empresas americanas e tudo mais. Então Lula queria isso mesmo. E daí fica com papinho de soberania nacional. Não pode haver interferência no judiciário, que nós não temos nada a ver com o judiciário.
Claro que tem. O Planalto é um puxadinho do Supremo. Não é o Supremo que é um puxadinho do Planalto, não é uma coisa só. Ele não quer interferência do judiciário aqui por parte dos Estados Unidos, mas ele foi na Argentina.
Além de visitar uma ex-presidiária, assim como ele, a Cristina Kirchner já foi presa por corrupção e ladroagem. Ele segurou a plaquinha "Cristina livre”. Ele afrontou o judiciário argentino.
Quer dizer: ele pode se meter e o Trump não pode se meter aqui. Ou seja, todos nós somos contra esse tarifácio, isso vai prejudicar o Brasil. E nós somos brasileiros, fervorosos, nós somos catarinenses, nós queremos o bem da nossa gente, mas isso só está acontecendo porque Lula criou essa situação.
É ele que está jogando contra o patrimônio, colocando os Estados Unidos para penalizar o brasileiro e o catarinense. Essa que é a grande realidade. Agora, vamos observar o desenrolar dos acontecimentos.
Santa Catarina conta hoje com cinco ex-governadores. O mais longevo deles é Jorge Konder Bornhausen, que administrou o estado de 1979 a 1982.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Já está fora de combate, até pelo avançado da idade, mas foi alguém que honrou e representou muito bem Santa Catarina para o Brasil em dois mandatos de senador, além de ter presidido, por 14 anos, o Partido da Frente Liberal.
Exímio articulador, esteve durante muitos anos no centro das principais costuras políticas do país. Ele foi sucedido, já na retomada das eleições diretas, por Esperidião Amin, que havia sido seu secretário de Transportes. Eles formaram dobradinha em 1982. Amin continua em plena atividade e é o único ainda detentor de mandato.
Longevidade
O progressista está no segundo mandato de senador. Foi duas vezes governador, duas vezes prefeito de Florianópolis e exerceu quatro ou cinco mandatos de deputado federal. Muito provavelmente será candidato à reeleição em 2026.
Tripé
Na sequência, temos três ex-governadores mais jovens. Paulo Afonso Vieira, que foi sucedido por Amin em 1998, havia derrotado, em 1994, Angela Amin. Cumpriu apenas um mandato de governador, embora, a partir de 1998, já houvesse a possibilidade de reeleição. Paulo Afonso foi derrotado por quase um milhão de votos por Esperidião Amin.
Apagados
Depois disso, teve apenas um mandato de deputado federal e, antes de ser governador, dois mandatos de deputado estadual. Paulo Afonso não tem condições eleitorais de voltar à vida pública. Mesma situação de Carlos Moisés da Silva. Os dois, se forem para as urnas, terão dificuldade para se eleger.
Perfis
Paulo Afonso, no entanto, teve uma história, uma trajetória, diferentemente de Carlos Moisés, que caiu de paraquedas como candidato a governador e foi eleito na onda Jair Bolsonaro em 2018. E se restringiu a esse mandato.
Morreu na praia
É verdade que Moisés buscou a reeleição, mas nem para o segundo turno conseguiu vaga. O ex-governador chegou a ameaçar voltar em 2024. Embora seja florianopolitano, mora há décadas em Tubarão. Seu nome chegou a ser cogitado para disputar a prefeitura da Cidade Azul. No entanto, recuou.
Será?
Agora fala-se em sua filiação ao Podemos para ser candidato a deputado federal ou estadual. Paulinha Silva, que preside a sigla em SC, gostaria que ele fosse candidato a estadual, porque ela disputará a vaga de federal e, assim, dobraria com ele no Sul do estado.
Restrito
A grande verdade é que a perspectiva eleitoral de Moisés é muito pequena. Ele pertence ao Republicanos, mas como a sigla está sob o comando de Jorge Goetten e tem como primeiro-vice Juca Mello, irmão de Jorginho Mello, evidentemente ele não deseja continuar lá, até pelo contencioso que tem com o atual governador. Ocorre que o Podemos deve apoiar o projeto de recondução de Jorginho Mello.
Voo solo
Nesse caso, Carlos Moisés não pediria votos para Jorginho e faria apenas uma eleição isolada, dobrando com a candidata a federal Paulinha Silva. Aliás, Júlio Garcia fez isso em 2018, desvinculando-se completamente de Gelson Merisio, com quem estava rompido. Ambos, à época, já filiados ao PSD.
Serrano
Para encerrar, o outro ex-governador ainda entre nós é Raimundo Colombo. Este teve uma trajetória ainda maior do que a de Paulo Afonso Vieira. Foi deputado estadual, deputado federal, três vezes prefeito de Lages, senador e duas vezes governador eleito no primeiro turno. Só que nas últimas duas eleições para o Senado, Colombo sofreu pesados reveses.
Tapetão
Ainda filiado ao PSD, ele segue na expectativa de um julgamento envolvendo Jorge Seif. Caso este tenha o mandato cassado, a esperança do PSD é que Raimundo Colombo assuma automaticamente, mas isso é improvável. A ação que pede a degola de Seif é patrocinada pelo próprio PSD.
Novo pleito
Uma nova eleição seria realizada em caso de cassação do senador do PL. Se Raimundo Colombo tentará, pela terceira vez consecutiva, voltar ao Senado, ainda é uma incógnita. O fato é o seguinte: hoje Santa Catarina tem cinco ex-governadores vivos, e o único que continua com mandato e com perspectiva de prosseguir é Esperidião Amin, que completará 79 anos dois meses depois das eleições de 2026.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.