O PL de Santa Catarina está abrindo um verdadeiro rombo no PSD, que já não fez uma boa eleição em 2022. Apoiou Gean Loureiro pelo União Brasil, indicando de vice Eron Giordani. Chegaram em quarto lugar.
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Também em 2022, o PSD lançou novamente Raimundo Colombo, que levou uma surra de Jorge Seif, que foi apoiado por Jair Bolsonaro em dobradinha com o Jorginho Mello. O PSD fez apenas dois deputados federais. Hoje conta com um, correndo o risco de perdê-lo. Estamos falando de Ismael dos Santos.
Estaduais, os pessedistas têm três, mas tudo leva a crer que um deles não siga nesse projeto de candidatura ao governo de João Rodrigues. Ele, o prefeito de Chapecó, que não consegue nenhum partido aliado para lhe respaldar e sequer é capaz de preservar a unidade partidária. Sim, porque o principal prefeito da sigla, Topázio Silveira Neto, é fiel escudeiro de Jorginho Mello.
PL respalda PSD
E agora, do município vizinho, São José, Orvino de Ávila está recebendo o apoio de três vereadores do PL, para que possa preservar a maioria na Câmara Municipal.
Está no sangue
Quem fez essa articulação? O primogênito de Jorginho Mello, Bruno Mello, bem como o vice-prefeito, Michel Schlemper, do MDB, que é candidato à Assembleia Legislativa.
Espaço
E como o PL reconhece o seu trabalho para buscar esse entendimento, não vai lançar candidato em São José para, com isso, reforçar as perspectivas eleitorais de Schlemper. Ou seja, não há um compromisso de Orvino com Jorginho, mas a aproximação está estabelecida.
Reconhecimento
Aliás, no final de semana, na Marcha por Jesus, em Balneário Camboriú, a prefeita Juliana Pavan rasgou o verbo e cobriu Jorginho Mello de elogios em todas as frentes. É um caso semelhante ao de Orvino. A jovem líder não tem compromisso de apoio, mas reconhece o respaldo administrativo que vem sendo dado por Jorginho Mello.
Migração
Trocando em miúdos, as coisas caminham de tal maneira que João Rodrigues enfrenta hoje dificuldades de compor a própria chapa majoritária e acaba vendo correligionários se aproximarem do seu adversário direto, Jorginho Mello.
Reduto
Em Criciúma, maior cidade do Sul, o quadro é parecido. O governador tem firmado as mais variadas parcerias com a municipalidade, liderada pelo prefeito Vaguinho Espíndola.
Liderança
Não por acaso, é de Criciúma a segunda grande liderança do PSD que se opõe ao atual governador: o ex-prefeito de quatro mandatos, Clésio Salvaro, que elegeu Vaguinho. O alcaide está em fina sintonia com Salvaro e com João “Verdade” Rodrigues, mas não pode dispensar o apoio financeiro da administração estadual.
Embretado
Então, a grande verdade é que João Rodrigues caminha para o brete, se é que já não está embretado. Sua pré-candidatura se encontra cada vez mais sem consistência para seguir. Fica praticamente na dependência de uma candidatura do governador Ratinho Júnior à Presidência da República para que ofereça palanque ao paranaense.
Fio de esperança
Talvez essa seria a chance de João tentar reaglutinar, de fora para dentro, o próprio partido, o que não consegue hoje apenas com a sua pretensão eleitoral, considerando-se o favoritismo de Jorginho Mello e a capacidade administrativa de se aproximar dos correligionários do próprio João Rodrigues.
Jair Bolsonaro recebeu, segunda-feira, em prisão domiciliar, em Brasília, o governador Tarcísio de Freitas. Além de se solidarizar com o ex-presidente, foi o primeiro encontro entre eles depois da condenação pelo Supremo Tribunal Federal.
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Tarcísio também fez o gesto para deixar claro que o seu futuro político está atrelado ao ex-presidente. Vale lembrar que foi o então presidente que inventou a candidatura do seu ministro da Infraestrutura da época, ao governo de São Paulo.
Até porque Tarcísio é carioca. Foi para a eleição e venceu no principal estado da federação, a locomotiva econômica do Brasil. Tarcísio de Freitas faz questão de deixar claro que estará com Bolsonaro em 2026.
A priori, a sua disposição é concorrer à reeleição, mas, submete o seu futuro a Jair Bolsonaro, a quem deve a sua carreira política.
Endereço
Outra questão que ficou estabelecida é a seguinte. Salvo segunda ordem, Tarcísio continua no Republicanos, mas, se, para a composição alinhavada por Jair Bolsonaro o ideal vir a ser sua filiação ao PL, ele está aberto.
Planos A e B
Seja para concorrer à reeleição, seja para concorrer à Presidência da República. Os dois estarão juntos. Os reflexos dessa união em Santa Catarina são muito bons para Jorginho Mello, que controla o Republicanos e preside o PL.
Sintonizados
De modo que, estando Bolsonaro e Tarcísio em fina sintonia, não se cria nenhuma situação de influência do quadro nacional que venha provocar prejuízo ao projeto de reeleição do atual governador. Até porque, registramos ontem, Ratinho Júnior poderá vir como candidato, e ele é do PSD, de João Rodrigues. Eis um dado que praticamente tornaria irreversível a candidatura do prefeito Chapecó.
Pessedistas
Muito embora o chefão do partido, Gilberto Kassab, já tenha dito, também, que Tarcísio concorrendo à Presidência, o PSD o respaldaria. Na hipótese de Ratinho assumir a condição de vice de Tarcísio de Freitas, isso poderia representar um algo a mais na tese defendida pelo prefeito da capital, Topázio Silveira Neto. Qual seja: a participação do PSD na chapa majoritária de Jorginho Mello.
João “Verdade”
Seguramente, não com a presença de João Rodrigues, porque ele passou de todos os limites aceitáveis e toleráveis. Não só em declarações contra o governador, mas, também, por tudo que faz nos bastidores. Não há mais como colocá-lo na chapa. O nome do PSD na majoritária, portanto, poderia ser o próprio prefeito da capital, ou o do presidente da Assembleia, Júlio Garcia.
Chega pra lá
Nesse caso, alguém ficaria de fora. Já tem Carlos Bolsonaro, que está dando um chega pra lá em Carol De Toni. Temos, ainda, Esperidião Amin, que é da Federação União Progressista. E o MDB, que comporia de vice.
Multiplicidade
Então, são muitas alternativas partidárias, muitas opções de nomes e pouco espaço. Claro que, até o final de março e início de abril, prazo fatal da desincompatibilização, para aqueles que desejam disputar as eleições, muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.