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O novo Colegiado de Jorginho

Por Cláudio Prisco Paraíso
06/03/2025 - 12h53

O governador Jorginho Mello concluiu, ontem, a última etapa das modificações promovidas em seu Secretariado. Que tem agora quatro novos integrantes: dois representando o MDB, o deputado federal Carlos Chiodini, que passa a responder pela Secretaria da Agricultura e Pecuária, e o deputado estadual Emerson Stein, que ficará responsável pela Secretaria do Meio Ambiente e Economia Verde. 

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Já no contexto mais técnico, o coronel Freibergue Nascimento assume a Controladoria-Geral do Estado, uma posição estratégica da administração estadual.

Por fim, Daniele Amorim Silva assumirá a Secretaria de Justiça e Ressocialização. Jorginho Mello, encerrando esse momento de ajustes na equipe, vai se voltar para ações administrativas com vistas a 2026, ano eleitoral. Ele começou a percorrer as 21 microrregiões. Nessa quarta-feira, esteve em Rio do Sul. Já passou por Criciúma e outras cidades.

Olho no olho

Essas agendas também tem como objetivo contato direto com os prefeitos, nas várias regiões, levantando suas reivindicações e tudo mais. É aí que ele pretende ampliar o número de prefeitos eleitos pelo PL em 2024, em número de 90. 

Centena

A expectativa é que alcance o terceiro dígito, ou seja, que consiga trazer pelo menos uma dezena de novos prefeitos.

Respaldo

E aqueles que não se filiarem ao PL, o que o governador deseja é fazer com que possam apoiar seu projeto de reeleição. Aliás, o seu antecessor, Carlos Moisés da Silva, se dedicou a isso no último ano do mandato, tratando, aliás, muito bem os prefeitos. O problema é que já era tarde demais e Moisés não tinha cacoete político. Essa que é a grande realidade. 

Estilo

Diferentemente de Jorginho Mello, que foi quatro vezes deputado estadual, duas federais, senador, vereador no Meio-Oeste e hoje governador. Toda essa movimentação dele tem tudo para lhe render frutos políticos com vistas ao embate eleitoral.

Meta

Não resta mais a menor dúvida: o projeto de Jorginho Mello é assegurar a recondução no primeiro turno. Até porque não teremos, dessa vez, um número, digamos, excessivo de candidatos, especialmente entre os conservadores. Em 2022, já falamos aqui, foram cinco candidaturas do centro e de direita.

Quinteto

Além de Jorginho Mello, em 2022 foram candidatos ao governo o então governador Carlos Moisés, o senador Esperidião Amin, o ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, e o promotor público aposentado Odair Tramontin.  

Trio

Em 2026, quando muito, duas candidaturas de direita. Além da recandidatura do atual governador, o PSD deve vir com João Rodrigues e poderemos, eventualmente, ter uma candidatura do Novo. E fica nisso. No máximo três.

Canhotos

Quanto à esquerda, se não estiver unida, poderá ter dois candidatos. Caso isso ocorra, não passarão dos 20% dos votos. Ou seja, Jorginho Mello precisa de 50% mais um voto. Significa que as outras candidaturas conservadoras teriam que fazer mais de 30% dos sufrágios daqui a um ano e meio. É um grande desafio.

Jorginho quer distância

Por Cláudio Prisco Paraíso
04/03/2025 - 11h46

Na última sexta-feira, Lula da Silva esteve em Santos, lançando uma obra de grande vulto que promete revolucionar o interior paulista. Foi recebido institucionalmente pelo governador Tarcísio de Freitas. Faz parte. 

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Mas, além do evento administrativo em si, acompanhamos, ali, digamos, uma convivência cordial, para dizer o mínimo, entre o presidente e o governador, gerando até mal-estar nas hostes liberais. 

Especialmente na figura de Jair Bolsonaro, que publicamente não se manifestou ainda,  mas que deixou transparecer, em conversas reservadas, o seu incômodo. 

Naquele evento, Lula da Silva comentou com Tarcísio que deveria, na quarta-feira, vir a Santa Catarina  para mais um compromisso relacionado ao Porto de Itajaí. Aliás, no ano passado, na sua primeira visita ao Estado, nesse terceiro mandato, ele não foi recepcionado pelo governador Jorginho Mello.

Contumaz

O petista chegou a dizer que o governador catarinense é aquele que mais fala mal dele, o que não corresponde à realidade. Mas, de qualquer forma, Jorginho Mello evita qualquer aproximação. 

Fora dessa

Não só porque lá no governo Dilma Rousseff teve, digamos, a possibilidade de fazer indicações para cargos federais, na época deputado federal, mas porque não tem interesse de nenhuma imagem com o Lula, considerando o seu projeto de reeleição em 2026.

Incógnita

Ainda não houve confirmação, no Palácio do Planalto, acerca dessa visita do petista a Santa Catarina. Seria na quarta-feira de Cinzas. É pouco provável que ele venha, ou que a Janja o deixe vir. 

Alto Vale

Mas, se vier, novamente não será recebido, não terá Jorginho Mello como anfitrião. É porque ele já tem marcado ato de investidura de novos secretários no primeiro escalão e compromisso já agendado em Rio do Sul.

Noite e dia

Já registramos aqui sobre o aspecto institucional envolvendo Jorginho Mello. É porque Lula da Silva, independentemente de ser petista e Jorginho, liberal, é presidente da República, e o catarinense, governador.

50 anos de palanque

Agora, é bem verdade também que Lula transforma qualquer ato administrativo em palanque eleitoral, já projetando, quem sabe, a tentativa de um quarto mandato. Lula jamais saiu do palanque. 

Aqui, não

Então, digamos que a falta de sensibilidade de Jorginho acaba tendo como justificativa o excesso de exploração política por parte do inquilino do Palácio Planalto.

Aceno

Agora, a realidade é a seguinte. Jorginho, ao se posicionar dessa forma, considerando que o PL só tem dois governadores em grandes estados brasileiros, Rio de Janeiro e aqui Santa Catarina, ele agrada Jair Bolsonaro. 

Senado

Ex-presidente que, por sua vez, na semana passada, acabou dando uma atravessada nas questões regionais e catarinenses, ao sugerir dois nomes para o Senado,  duas deputadas, Carol De Toni e Júlia Zanatta. 

Duas vagas

Isso, evidentemente, criou uma dificuldade para Jorginho. O governador, 24 horas depois, deixou claro, após essa manifestação, que uma vaga ao Senado e a vice vão estar abertas a composições partidárias. Evidentemente que ele vai conversar com Jair Bolsonaro, vai acertar o baralho e não vai ter nenhum problema. Agora, a partir do momento que ele continua evitando qualquer contato com Lula da Silva, ele acaba agradando a Jair Bolsonaro.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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