Réu recebeu pena por feminicídio, homicídio qualificado, furto e incêndio
Mãe e filho foram mortos com 142 facadas em janeiro de 2025 - Foto: Divulgação O Tribunal do Júri da Comarca de Forquilhinha condenou, nesta última sexta-feira, 26 de junho, um homem a 116 anos, três meses e dez dias de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado, furto e incêndio majorado.
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O julgamento ocorreu pouco mais de um ano após o assassinato de Mayara Alamini Vitalli, de 31 anos, e de seu filho, Arthur Vitalli Marinho, de 8 anos. Além das condenações pelos homicídios, o réu também foi sentenciado pelos crimes de furto e incêndio majorado. A pena deverá ser cumprida integralmente em regime fechado.
A sessão foi marcada por forte comoção. Familiares, amigos e vizinhos das vítimas acompanharam o julgamento e prestaram depoimentos emocionados, relembrando a convivência com Mayara, descrita como uma mãe dedicada, costureira e uma pessoa extrovertida, e com Arthur, lembrado como um menino alegre, inteligente e muito ligado à mãe.
De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram na madrugada de 23 de janeiro de 2025. Horas antes do assassinato, Mayara havia adquirido a primeira motocicleta da família e comemorava a conquista ao lado do filho.
Por volta das 3h, o condenado invadiu a residência após arrombar a porta de entrada e, em seguida, a porta do quarto onde mãe e filho dormiam. Conforme apurado no processo, ele atacou Mayara com golpes de faca enquanto ela tentava fugir e pedir ajuda. A vítima foi perseguida até o gramado da residência, onde morreu após sofrer 80 facadas.
Arthur ainda tentou defender a mãe durante o ataque, mas também foi atingido pelo agressor. A criança morreu após receber 62 golpes de faca.
Segundo a investigação, o crime foi motivado pela inconformidade do autor com o fim do relacionamento com Mayara.