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Ações urgentes são apontadas para evitar fechamento da Barra do Camacho

Encontro em Tubarão reuniu representantes de diversos municípios para discutir medidas contra o assoreamento do canal

Por Redação, Revista Única
26/06/2026 - 08h45.Atualizada em 26/06/2026 - 08h57
O encontro foi promovido pelo Conselho das Entidades de Tubarão (Conset) - Foto: Divulgação

Lideranças políticas, empresariais e representantes da sociedade civil de diversos municípios do Sul de Santa Catarina participaram, na noite da última quinta-feira, 25 de junho, de uma reunião em Tubarão para discutir medidas que impeçam o fechamento da Barra do Camacho, em Jaguaruna.

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O encontro foi promovido pelo Conselho das Entidades de Tubarão (Conset) e teve como foco o avanço do assoreamento no canal, que preocupa moradores e autoridades. Segundo informações apresentadas durante a reunião, há trechos em que a profundidade da barra é inferior a meio metro, situação que compromete o escoamento das águas da Bacia do Rio Tubarão e do Complexo Lagunar.

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O coordenador da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para a Contenção de Cheias na Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, Claudemir Souza dos Santos, alertou que o canal está próximo de fechar completamente caso nenhuma intervenção seja realizada.

"Com a barra fechada, em uma enchente de menor proporção, a região da bacia de Congonhas não tem para onde desaguar. Em uma grande enchente, a barra exerce papel fundamental no escoamento das águas", destacou.

A última dragagem da Barra do Camacho foi realizada em 2022, com investimento de aproximadamente R$ 10 milhões do Governo de Santa Catarina. Desde então, nenhuma nova manutenção foi executada.

Durante o encontro, também foram apontados fatores que contribuíram para o atual cenário, como a ausência de acompanhamento técnico das obras anteriores, a falta de licença ambiental emitida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) para novas intervenções e a devolução ao Estado da draga de sucção e recalque que havia sido cedida pela Cidasc para os serviços de manutenção.

O vice-presidente do Conset, Rogério Menegaz, defendeu uma mobilização conjunta dos municípios afetados para buscar soluções definitivas.

"Defendemos o complexo lagunar como um todo. Precisamos encontrar uma saída em conjunto e resolver os entraves que impedem as ações necessárias para enfrentar esse problema, que afeta toda a região", afirmou.

Presente na reunião, o deputado estadual Zé Milton comprometeu-se a buscar informações junto à Defesa Civil de Santa Catarina e ao Instituto do Meio Ambiente sobre o andamento dos projetos e da licença ambiental necessária para a realização das obras.

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