Empresa afirma que vínculo comercial com a Fruts, de Manaus, não caracteriza grupo econômico e diz estar tranquila quanto à regularidade das operações
Em nota, a empresa afirmou ter sido surpreendida pela ação - Foto: Divulgação A Baly Brasil, empresa com sede em Tubarão, se manifestou após ser relacionada à Operação Labirinto Fiscal, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) nesta quinta-feira, 20 de agosto.
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A investigação apura suspeitas de crimes contra a ordem tributária e lavagem de capitais, com possível impacto superior a R$ 500 milhões aos cofres públicos.
Em nota, a empresa afirmou ter sido surpreendida pela ação e negou qualquer irregularidade em suas operações.
Segundo a defesa, a Baly mantém uma relação comercial com a Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia, empresa sediada em Manaus (AM), que fornece insumos para a fabricação de bebidas.
O advogado da Baly Brasil afirmou que o vínculo familiar existente entre os administradores das empresas não significa que elas façam parte do mesmo grupo econômico. Segundo ele, as companhias não possuem sócios em comum.
A defesa também destacou que a operação realizada pelo Gaeco teria como objetivo coletar informações sobre o histórico comercial das empresas para verificar a apuração do ICMS. “Não há nenhuma contestação sobre a legalidade da tomada do crédito”, declarou o advogado.
A Baly Brasil reforçou que pauta sua atuação pelo cumprimento da legislação tributária e pela transparência.
A direção afirmou estar tranquila quanto à regularidade de suas operações e disse permanecer à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
A Operação Labirinto Fiscal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Tubarão e Manaus. Os materiais recolhidos durante a ação serão analisados e poderão integrar as investigações em andamento.