Joma defende “Voto pela Amurel” - Foto: Reprodução/Instagram A mobilização da Acit e do Conset em torno da campanha “Voto pela Amurel” merece atenção. A proposta é uma sequência de movimentos de eleições anteriores. Há anos entidades empresariais da região defendem que os eleitores valorizem candidatos com domicílio eleitoral em suas respectivas regiões para ampliar a representação política regional.
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E há uma razão bastante objetiva para isso. Representação política significa acesso a mais recursos. A Amurel reúne cerca de 300 mil eleitores e, historicamente, uma parcela expressiva desses votos acaba ajudando a eleger candidatos de outras regiões.
É justamente nesse contexto que chama atenção a manifestação do candidato a deputado estadual pelo MDB, João Marcelo Fretta Zapelini, o Joma, que é um dos primeiros nomes a abraçar publicamente a ideia.
Joma destaca um problema que a região conhece há bastante tempo. Trata-se da dificuldade de eleger um deputado federal com base eleitoral na Amurel. Ele lembra que há mais de dez anos Tubarão não elege um deputado federal.
O próprio Conset aponta que a região atualmente não possui deputado federal eleito, enquanto conta com representantes apenas na Assembleia Legislativa.
E aqui está o ponto que considero o mais importante nesse debate por não se trata simplesmente de votar em alguém porque é “daqui”. O eleitor continua tendo toda a liberdade de escolher quem considera o melhor candidato. A questão é compreender que, quando uma região consegue eleger seus próprios representantes, aumenta também sua capacidade de disputar recursos e defender projetos locais.
Conforme Joma, um mandato de deputado federal movimenta cerca meio bilhão de reais, com a soma de emendas impositivas e demais ações.
A discussão precisa ir além da paixão partidária. É perfeitamente legítimo que um deputado de outra região destine recursos para Tubarão, para a Amurel ou para qualquer município catarinense.
Mas uma coisa é receber recursos de um parlamentar que tem sua principal base política em outra região; outra é ter um deputado federal eleito pela própria Amurel, cuja sobrevivência política depende, em grande medida, da população daqui.
Essa diferença pesa muito na hora de definir prioridades. A campanha “Voto pela Amurel” deve ser levada muito a sério. O movimento, historicamente, se apresenta como uma iniciativa de fortalecimento da representação regional, e não como apoio a uma candidatura específica.
"O eleitor precisa continuar escolhendo livremente. Mas precisa escolher sabendo o peso que seu voto tem para a região. Essa é uma discussão que necessita de comprometimento do eleitor muito antes do lacre das urnas pós-votação", finaliza Joma.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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