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Escolha de Adriano Silva é cálculo político, não rompimento com o MDB

Por Fabiano Bordignon
27/01/2026 - 18h24

O anúncio do governador Jorginho Mello (PL) de indicar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como pré-candidato a vice em sua chapa à reeleição está longe de ser inexplicável — e tampouco vai na contramão da estratégia construída até aqui.

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Embora a dobradinha, causa surpresa porque, no fim do ano passado, aqui mesmo em Tubarão, durante a homenagem com a entrega da comenda Willy Zumblick, o próprio Jorginho afirmou que o vice sairia do MDB. Afinal o MDB ocupa espaços relevantes no governo, com secretarias e cargos estratégicos, o que indicava uma construção natural rumo à majoritária.

Mas a política é dinâmica. Declarações públicas não são contratos que não possa ser desfeitos, mas retratos de um momento — o que pesa é a viabilidade eleitoral. Ninguém entra em uma disputa majoritária para perder — e toda composição passa por cálculos de território.

Ao optar por Adriano Silva, Jorginho faz um movimento claro, que consolida o apoio no maior colégio eleitoral do Estado, Joinville, e agrega à chapa um prefeito com ampla aceitação administrativa e identidade ideológica próxima à sua base. Diferentemente da eleição passada, quando caminhou sozinho, agora o governador demonstra disposição para ampliar alianças e fortalecer o projeto de reeleição.

Em relação ao desgate ao MDB, nesse sentido, a minha leitura é de que o impacto tende a ser menor do que aparenta. O partido em Santa Catarina é historicamente dividido em alas regionais e em nível de Estado não é diferente. Ate aqui, saída do então secretário de Estado e presidente estadual da sigla, Carlos Chiodini, foi um gesto institucional — natural diante do novo cenário. No entanto, isso não significa ruptura automática da base emedebista com o governo.

Há lideranças expressivas do MDB que já demonstram proximidade com Jorginho, independentemente da posição formal do partido. Antídio Lunelli e Jerry Comper são alguns desses exemplos, entre outros nomes que mantêm alinhamento político com o atual governo. Mesmo que o MDB venha a lançar candidatura própria ou compor outra chapa, é muito provável que parte significativa de seus líderes e eleitores permaneça apoiando o governador.

Ao escolher Adriano Silva, Jorginho Mello amplia seu alcance eleitoral sem necessariamente perder o MDB como força política relevante em seu projeto. Pode não ter o partido oficialmente na vice, mas dificilmente ficará sem parcela importante de seu apoio. A eleição ainda está longe. Mas o movimento mostra que o governador está jogando com estratégia — e olhando para o mapa eleitoral sem apego a declarações passadas.

Animais precisam de proteção, mas também de limites

Por Fabiano Bordignon
27/01/2026 - 15h28

Sou favorável às causas animais. Defendo o combate aos maus-tratos e a punição de quem abandona ou agride um animal. Mas justamente por levar o tema a sério, acredito que precisamos tratar o debate com mais responsabilidade.

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Um dos pontos que mais preocupa é o destino dado a muitos animais quando seus próprios tutores enfrentam dificuldades financeiras ou situações inesperadas, como doenças do pet. Não são raros os casos em que o animal acaba sendo abandonado em vias públicas, aumentando o número de cães e gatos nas ruas. O resultado é um problema coletivo, que reflete em riscos sanitários e acidentes.

Defender a causa animal também significa defender a posse responsável. Ter um animal exige planejamento, compromisso financeiro e consciência de que ele não pode ser descartado quando surgem dificuldades.

Por outro lado, é preciso reconhecer que o debate também envolve limites. Recentemente, presenciei uma situação que me fez refletir. Eu estava em um restaurante com serviço de bufê e uma cliente estava com um cachorro no colo enquanto se servia. Existem normas sanitárias e respeito aos demais frequentadores que precisam ser considerados.

Animal não é objeto — mas também não é pessoa. Acentuar excessivamente que tudo é normal pode gerar conflitos desnecessários. Existem espaços adequados para a presença para eles, e essa organização é saudável para todos.  Causa animal é, antes de tudo, uma causa de responsabilidade de mão dupla.

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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