Uma análise feita durante o Podcast do JG (Jornal da Globo) ajuda a entender o avanço do nome de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. O pré-candidato lidera os cenários mais recentes.
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No debate, a jornalista Renata Lo Prete e o cientista político Felipe Nunes fizeram a leitura das últimas pesquisar divulgadas e apontam três pilares que sustentam esse crescimento — e que ainda indicam pontos de desgaste do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O primeiro deles é o eleitorado feminino. Segundo a análise, Lula vem enfrentando uma perda gradual de apoio entre as mulheres nos últimos meses. Um segmento que foi decisivo em sua eleição agora demonstra sinais de afastamento — e abre espaço para adversários crescerem, algo que até pouco tempo parecia improvável.
O segundo ponto está entre os jovens. Diferente das gerações mais velhas, especialmente os eleitores com mais de 60 anos, há uma dificuldade clara de conexão entre Lula e o público mais jovem. Falta identificação e representatividade.
Mas é na classe média que o sinal mais forte aparece. De acordo com a leitura, dos dados apresentados por Felipe Nunes, esse grupo, que foi alvo direto de medidas do governo como a promessa de alívio no imposto de renda, hoje demonstra frustração.
O motivo é simples: esse eleitor se vê pressionado. Ao olhar para baixo, percebe a melhora das classes mais baixas com apoio estatal. Ao olhar para cima, enxerga cada vez mais distante a possibilidade de ascensão.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar não apenas o avanço de Flávio Bolsonaro, mas também o surgimento de um espaço mais amplo para candidaturas de oposição.
Nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema também aparecem como beneficiários indiretos desse movimento, especialmente em cenários projetados de segundo turno.
Os números mostram além de uma simples oscilação eleitoral. Trata-se de uma mudança consolidada de humor em segmentos estratégicos do eleitorado.
O Jorginho Mello fez questão de colocar os “pingos nos is” após uma publicação de uma rádio de Tubarão - Foto: Reprodução Uma publicação da Rádio Cidade de Tubarão no Instagram, com o título “Moisés rompe com o atual governo, declara apoio a João Rodrigues”, chamou minha atenção na última terça-feira, 14 de março.
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O post fazia referência a uma entrevista concedida pelo ex-governador Carlos Moisés a um dos programas da emissora. A reação do governador Jorginho Mello ao comentar a publicação foi cirurgica.
“Rompeu? Nunca estivemos juntos”, questionou e ao mesmo tempo reforçou o que já vinha sendo percebido desde o início do atual governo.
Jorginho Mello, em nenhum momento, teve algum alinhamento com o seu antecessor. Pelo contrário. A relação sempre foi marcada por distanciamento e críticas.
Lembro-me bem da primeira coletiva de imprensa após a posse de Jorginho Mello, ainda no segundo mês de seu mandato, durante uma prestação de contas do governo. Na ocasião, o governador foi muito crítico ao avaliar a gestão de Carlos Moisés.
Um dos principais alvos foi o Plano 1000, criado por Moisés. Para Jorginho, tratava-se de uma iniciativa "eleitoreira" que, segundo ele, foi um “cheque sem fundo”.
Essa manifestação do governador é uma reafirmação taxativa de que nunca houve qualquer relação política entre os dois. Importante deixar as coisas claras. E ele mesmo fez questão de fazer isso.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.