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Polícia investiga fraudes milionárias em cirurgias de plano de servidores em SC

Esquema envolvia superfaturamento e judicialização de procedimentos; prejuízo pode ultrapassar R$ 6 milhões

Por Redação, Revista Única
09/04/2026 - 22h04
A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até R$ 10 milhões - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira, 09 de abril, a Operação Dose Extra para investigar um esquema de fraudes e superfaturamento em procedimentos cirúrgicos pagos pelo plano de saúde dos servidores estaduais, o SC Saúde.

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A apuração teve início após uma auditoria do Governo do Estado identificar indícios de irregularidades, posteriormente encaminhados à Delegacia de Combate à Corrupção (Decor/Deic), responsável pela investigação.

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Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, principalmente em Florianópolis, além de ações em Palhoça e Joinville. A operação também teve desdobramentos em outros estados, com diligências realizadas em cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins. Até o momento, não há indícios de envolvimento de servidores públicos.

De acordo com as investigações, o grupo — formado por médicos, empresários e advogados — utilizava negativas administrativas do plano para levar os casos à Justiça. Nos processos, eram apresentados orçamentos inflados de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs), com valores muito acima dos praticados no mercado.

A Polícia Civil identificou ainda que empresas fornecedoras, embora com nomes diferentes, pertenciam ao mesmo grupo econômico, simulando concorrência para justificar os preços elevados.

A análise inicial de 33 procedimentos já aponta prejuízo de cerca de R$ 6 milhões aos cofres públicos. Em um dos casos, uma cirurgia que custaria aproximadamente R$ 29 mil teve pagamento judicial superior a R$ 600 mil.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até R$ 10 milhões, além da apreensão de veículos, motos aquáticas e uma embarcação. Também foi proibida a contratação das empresas envolvidas com o Estado.

Os suspeitos poderão responder por organização criminosa e estelionato majorado. O material apreendido será analisado para identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações.

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