Clientes relatam contratos não cumpridos às vésperas de festas e perdas que chegam a quase R$ 50 mil
Investigada de 43 anos fez vítimas em diversas cidades - Foto: Divulgação A Polícia Civil prendeu preventivamente uma mulher de 43 anos suspeita de aplicar golpes contra clientes em diferentes cidades de Santa Catarina.
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Segundo as investigações, ela atuava como promoter e organizadora de eventos, oferecendo serviços de cerimonial e decoração. Após fechar contratos e receber os valores, cancelava a prestação dos serviços às vésperas das comemorações e deixava de responder os clientes, sem devolver o dinheiro.
De acordo com a apuração, a suspeita firmava acordos com noivos e aniversariantes, assumindo a organização completa dos eventos. No entanto, horas antes das festas, informava que não conseguiria cumprir o combinado, causando prejuízos financeiros e transtornos emocionais às vítimas.
O caso ganhou repercussão em Criciúma após uma ocorrência registrada em frente a um centro comercial da região central, quando uma das vítimas confrontou e chegou a agredir a investigada. Em depoimento, ela relatou prejuízo de R$ 18,5 mil.
Outras vítimas também procuraram a polícia. Há registro de uma pessoa residente na Itália que teve perda de cerca de R$ 39 mil, além de um casal de Criciúma que sofreu prejuízo de R$ 3,5 mil e quase ficou sem a realização do casamento.
As investigações apontam ainda ocorrências na Grande Florianópolis, incluindo casos em Palhoça, São José e na Capital. Uma das vítimas, do Mato Grosso, escolheu Florianópolis para realizar o casamento e foi informada do cancelamento apenas um dia antes da cerimônia.
A prisão preventiva foi decretada após a Polícia Civil reunir provas como depoimentos, contratos, comprovantes de transferências bancárias e conversas por aplicativos, que indicam um padrão de comportamento e justificativas recorrentes para o descumprimento dos serviços.
De acordo com o delegado Márcio Neves, responsável pelo caso, a expectativa é concluir o inquérito nos próximos dias. Após essa etapa, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público.
A investigada permanece à disposição da Justiça e poderá responder por estelionato em continuidade delitiva.