A movimentação política em torno de Flávio Bolsonaro ganha novos contornos com a aproximação de setores do MDB e a adesão de lideranças de diferentes correntes da direita e do Centrão.
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O cálculo da coordenação de campanha do candidato da Direita é que dos 27 diretórios regionais do MDB, 16 têm apoio previsto à sua candidatura.
O anúncio está previsto para esta terça-feira, 13 de outubro, sinalizando uma articulação que ultrapassa os limites da estrutura partidária bolsonarista. O movimento chama a atenção porque o MDB é uma legenda de perfil heterogêneo, com alianças distintas conforme o estado.
O posicionamento dos diretórios regionais, portanto, não significa necessariamente uma decisão nacional unificada do partido, mas demonstra a dimensão das negociações em andamento.
É importante assinalar que, além da movimentação no MDB, Flávio Bolsonaro já recebeu declarações de apoio de Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e filiado ao Novo, e de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e integrante do PSD. O escritor Augusto Cury, que disputou a Presidência pelo Avante, também declarou apoio ao senador no segundo turno.
No campo partidário, União Brasil, Progressistas, Republicanos, Novo e Podemos anunciaram apoio à candidatura do PL. O PSD, por sua vez, manteve posição de neutralidade partidária, apesar do apoio individual de Caiado.
A articulação reúne partidos, ex-adversários da disputa presidencial e lideranças regionais. Resta acompanhar como esses apoios se traduzirão na campanha e na mobilização dos eleitores no segundo turno.
A 12 dias do segundo turno, algumas pesquisas divulgadas no fim de semana apontam que Flávio Bolsonaro entra essa semana com 10 pontos de vantagem sobre o atual presidente que concorre à reeleição.
O Palácio do Planalto atravessa um período de acentuado isolamento e apreensão nos bastidores, impulsionado pelo expressivo volume de revelações que a revista VEJA vem divulgando de forma gradual.
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De acordo com o site Poder 360, a publicação reúne um acervo de elevado impacto, constituído por mais de 450 mensagens de texto e 180 chamadas telefónicas gravadas. Os registos estabelecem uma ligação direta entre o banqueiro Daniel Vorcaro e diversos interlocutores e operadores na Esplanada dos Ministérios.
A dimensão deste material digital atua como uma autêntica "bomba-relógio" na reta final da segunda volta eleitoral, sufocando a campanha de reeleição e paralisando a capacidade de resposta do Governo.
O aspeto que mais inquieta ministros e articuladores políticos em Brasília é o caráter sistemático dos contactos e o nível de proximidade evidenciado nos diálogos. Não se trata de um episódio pontual, mas sim do relato detalhado de como a máquina pública e o acesso a fundos de grande dimensão — como o Banco do Brasil, a Petros e o Postalis — foram convertidos em objetos de negociação.
Com centenas de ficheiros ainda sob reserva editorial e a iminência de novas divulgações a qualquer momento, a equipe de campanha governista vê-se remetida a uma posição defensiva. O receio é que o desdobramento contínuo destas gravações comprometa definitivamente o desempenho do partido nas urnas a 25 de outubro.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.