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Esquerda chama Bolsonaro de golpista e absolve Maduro

Por Fabiano Bordignon
04/01/2026 - 11h22

A esquerda brasileira voltou a expor uma contradição difícil de justificar. Após à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Lula partiu em defesa do tirano.

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Acontece que, a Jair Bolsonaro, a cobrança foi imediata. Mandaram o ex-presidente para o cárcere, por uma suposta “tentativa de golpe”. Sem presunção de inocência e com sentença antecipada. Toda essa atrocidade liderada por um ministro escolhido a dedo para fazer o trabalho sujo — sabemos quem.

Mas, vejam, quando o assunto é Nicolás Maduro, o tom muda completamente. Mesmo diante de denúncias internacionais de fraude eleitoral, repressão política e manutenção do poder pela força, setores da esquerda defendem que o ditador venezuelano seja poupado, relativizando fatos e atacando os EUA que agiram para buscar o fim do regime.

A lógica é simples — golpe é crime quando o adversário político comete, mas, quando é aliado ideológico, vira “narrativa”.

Democracia não pode ser seletiva. Ou vale para todos, ou não passa de discurso vazio usado conforme a conveniência do momento. Quando a ação muda conforme o personagem, o debate deixa de ser sobre justiça e passa a ser apenas sobre poder

A Venezuela pode, enfim, voltar a sonhar

Por Fabiano Bordignon
03/01/2026 - 11h49

A confirmação oficial da captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, anunciada pela Casa Branca e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marca um momento histórico na América Latina. 

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Após uma mega-operação realizada em território venezuelano, o homem que comandou uma das ditaduras mais cruéis da história em solo latino-americano foi finalmente retirado do poder de fato — e agora deverá enfrentar a fúria da justiça americana.

Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico internacional de drogas, importação de cocaína e posse de armamentos de uso restrito, crimes que colocam seu nome no campo da criminalidade internacional. Por anos, essas acusações circularam em investigações e denúncias. Agora, elas passam a ter consequência prática.

É evidente que há interesses geopolíticos envolvidos. A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo. No entanto, reduzir esse episódio apenas a interesses econômicos é fechar os olhos para a interrupção de um regime que destruiu um país inteiro.

Sob o comando de Maduro, a Venezuela mergulhou em miséria, fome, repressão e êxodo em massa. Milhões de pessoas foram privadas do básico — alimento, saúde, segurança e liberdade. Um país rico em recursos naturais foi transformado em um retrato do autoritarismo.

Por isso, a queda de Maduro representa uma vitória não apenas para o povo venezuelano, mas para todos que acreditam em justiça e dignidade humana. É o fim da trajetória de um ditador que governou pelo medo e pela força, e o início — ainda incerto, mas necessário — de uma nova possibilidade para a Venezuela.

O futuro não será simples. A reconstrução exigirá tempo. Mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma chance real de mudança. E, neste momento, o que deve prevalecer não são disputas ideológicas, mas o reconhecimento de que a justiça venceu a tirania. A Venezuela pode, enfim, voltar a sonhar.

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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