O governador Jorginho Mello (PL) segue fortalecendo sua base política e ampliando as alianças em torno do projeto de reeleição. Na última quinta-feira, 09 de outubro, durante o anúncio de uma importante obra na Beira-Mar de São José, ele selou o apoio do prefeito Orvino Coelho de Ávila (PSD).
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Sem dúvida, ao levar em consideração que o prefeito reeleito se credenciou em São José e por estar em um centro político importante, é mais um nome de peso do PSD que decide caminhar ao lado do governador.
A adesão de Orvino se une a outro prefeito expressivo, como o de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), que já havia sinalizado apoio a Jorginho. O movimento reforça a leitura de que a pré-candidatura de João Rodrigues - nome que tenta se firmar como o nome do PSD na disputa pelo governo - encontra resistência dentro do próprio partido.
Apesar de João Rodrigues seguir afirmando publicamente que será candidato, a falta de adesão de lideranças de colégios eleitorais relevantes dentro da sigla enfraquece seu projeto.
Ainda que São José não figure entre os maiores redutos eleitorais de Santa Catarina, o apoio do prefeito soma politicamente e reforça a percepção — já apontada por pesquisas recentes — de que Jorginho Mello entra na disputa com favoritismo e chance real de vitória em primeiro turno.
O gesto de Orvino é mais do que um apoio pontual, é um sinal claro de que o governador vem conseguindo consolidar uma ampla frente de alianças, com nomes de fora do PL, e de que o cenário eleitoral de 2026 começa a se desenhar com vantagem para quem já está no comando do governo estadual.
Apesar de as alianças ainda não estarem 100% definidas, não é prematuro apostar numa ampla frente de apoio ao projeto do atual governador. MDB, Progressistas e Republicamos dificilmente não estarão na coligação, que tende a aglutinar, pelo menos, mais dois partidos.
Mas, como na vida nem tudo são flores, Jorginho terá de ser habilidoso na composição ao Senado para não perder nenhum desses partidos de ponta.
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada essa semana confirma o que muitos brasileiros já sentem no dia a dia - o governo Lula segue com alta desaprovação popular e ainda não conseguiu entregar o que prometeu. 49% desaprovam a gestão do petista, contra 48% que aprovam - um empate técnico, mas com a rejeição ainda maior.
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É verdade que houve uma queda na desaprovação, que era de 57% em maio, mas a mudança é tímida diante dos problemas que persistem. O custo de vida continua alto, a segurança pública segue preocupante e a sensação geral é de que as promessas de campanha ficaram no discurso.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 02 e 05 de outubro, em todas as regiões do país, e mostra um recado claro que a maioria dos brasileiros ainda não enxerga resultados concretos. Lula tenta recuperar popularidade com anúncios e viagens, mas a população quer menos marketing e mais ação.
Se o governo não apresentar soluções reais - especialmente na economia e na segurança - a tendência é que a desaprovação volte a crescer, consolidando a percepção de um desgoverno. Minha opinião é que Lula faria um favor ao Brasil se pedisse sua aposentadoria política.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.