Enquanto a imprensa perde tempo contando quem o banqueiro Daniel Vorcaro beijou e com quem dormiu, o verdadeiro crime escandaloso fica ofuscado. O ex-controlador do Banco Master não é notícia por ser “galinha”. É notícia por ser ladrão do país inteiro.
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Estamos falando de um banqueiro que desviou dinheiro de aposentados, caloteou o sistema financeiro e ainda bebia uísque de milhares de dólares com a alta corte do Judiciário. Isso não é ficção, é a vida real. Um país inteiro sendo saqueado enquanto alguns brindavam com luxo e impunidade.
Se você acha que importa se ele era ou não mulherengo, esqueça. O problema é que a política e o judiciário de Brasília viraram palco de farra de milionários e corruptos. E a conta? A conta pagamos todos nós, com o sentimento de revolta e impotência crescente.
Enquanto a imprensa e as redes sociais se distraem com romances, festas e fofocas, o verdadeiro escândalo continua impune. E o Brasil segue sendo saqueado, rindo na cara do cidadão.
Pergunte a si mesmo sobre quem merece mais atenção — as amantes de Vorcaro ou os bilhões que ele roubou da sociedade? O resto é circo. E circo caro, gente!
A possível estratégia do MDB de articular uma candidatura do ex-governador Raimundo Colombo ao governo de Santa Catarina não me parece algo que possa gerar impacto no atual cenário eleitoral. Apesar de Colombo ter uma trajetória consolidada - já governou o Estado por dois mandatos e foi senador - sua base histórica sempre esteve ligada ao PSD.
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Além disso, o MDB vive um momento de divisão interna. Parte expressiva do partido já mantém alinhamento político com o governador Jorginho Mello, o que dificulta a construção de uma candidatura realmente unificada dentro da sigla. Nesse contexto, apostar em um nome que não tem origem orgânica no partido pode ampliar ainda mais essas fissuras.
Outro ponto que pesa nessa análise é o desempenho recente de Raimundo Colombo nas urnas. Mesmo após dois mandatos como governador e com forte capital político acumulado, ele não conseguiu se eleger senador nas duas últimas eleições que disputou, em 2018 e 2022. Esse resultado acaba levantando questionamentos sobre a real força eleitoral atual do ex-governador no cenário catarinense.
Diante desse cenário, a estratégia do MDB parece, no mínimo, arriscada. Em vez de consolidar uma liderança interna ou buscar maior unidade partidária, a legenda pode acabar aprofundando divisões ao apostar em um projeto que ainda não demonstra base política sólida dentro do próprio partido.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.