Lula tenta tornar verdade uma nova mentira para sua campanha ao promover uma Medida Provisória (MP) que proíbe as bets. De repente, o presidente que regulamentou as apostas no Brasil passou a tratar o setor como se tivesse acabado de desembarcar país.
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A ofensiva contra as plataformas ganhou espaço justamente quando o caso Banco Master passou a ocupar cada vez mais espaço no debate político e eleitoral.
O Banco Master virou um problema político de grandes proporções para o governo e para o entorno de Lula. As investigações da Polícia Federal revelaram, entre outros pontos, que cerca de R$ 17 bilhões foram transferidos pelo BRB ao Master na compra de carteiras de crédito, sendo que, segundo a PF, aproximadamente R$ 12,2 bilhões correspondiam a títulos falsos.
Lula sabe que o caso Master não é uma pauta confortável para sua campanha - as pesquisas têm trazido esse cenário à tona. O próprio presidente que antes defendia os principais envolvidos, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, seu filho Lulinha, Paulo Gonet, etc e etc passou a cobrar investigação ampla e quebra de sigilos, enquanto o escândalo avançava sobre relações envolvendo integrantes do Judiciário e diferentes personagens políticos.
Não é preciso ser especialista em estratégia eleitoral para perceber que uma pauta domina o noticiário quando o governo decide colocar todo o peso político e comunicacional sobre ela. Nos últimos dias, Lula transformou o combate às apostas em uma das principais bandeiras de sua campanha, defendendo medidas cada vez mais duras contra o setor.
O problema das bets existe e pode perfeitamente ser discutido. Mas é legítimo questionar a oportunidade política de transformar esse assunto em prioridade justamente quando o caso Master continua produzindo revelações e desgastes.
Lula encontrou nas bets um assunto capaz de mudar o foco do debate eleitoral. Ele quer enganar a sociedade de que o problema esteja resolvido, mas não está. Ele proibiu as bets legais, mas o mercado ilegal continua existindo e já alcança milhões de brasileiros.
Ao retirar as plataformas regulamentadas, irá empurrar ainda mais apostadores para sites clandestinos, justamente onde há menos mecanismos de controle e onde já foram identificadas operações ligadas ao crime organizado.
A medida também elimina uma fonte de arrecadação que poderia financiar o combate às próprias bets ilegais. Foi o próprio governo Lula que regulamentou o setor em 2023 e autorizou os cassinos on-line.
A decisão ocorre depois de o governo arrecadar bilhões com licenças e tributos — enquanto o Banco Central já havia apontado R$ 3 bilhões em transferências via Pix de beneficiários do Bolsa Família para bets em agosto de 2024.
Agora, empresas que receberam autorização, investiram, contrataram e patrocinaram clubes e veículos de mídia ficam diante de uma mudança abrupta de regra.
E, por fim, a proibição veio por Medida Provisória, com efeitos imediatos e tramitação no Congresso com prazo de até 120 dias, ou seja, não entra nessa que é fria!
Polícia foi acionada para investigar o caso - Foto: Reprodução Um episódio de vandalismo chamou a atenção na manhã de sexta-feira, 25 de setembro, na rótula da ponte do Morrotes, em Tubarão. Materiais de campanha eleitoral instalados no local foram destruídos, atingindo peças de diferentes candidatos que estavam expostas na região.
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Um dos candidatos a denunciar o caso e ser afetado foi César Damiani, que concorre a uma vaga a deputado estadual. Ele publicou imagens do ocorrido em suas redes sociais.
Segundo o relato, um homem teria destruído os materiais, e a situação acabou mobilizando a Polícia Militar, que foi acionada para registrar a ocorrência.
A principal questão agora é identificar quem praticou a ação e esclarecer a motivação. Câmeras de monitoramento existentes nas proximidades podem ajudar na apuração e na identificação do responsável pelo vandalismo.
Embora a propaganda eleitoral esteja sujeita a regras e fiscalização da Justiça Eleitoral, a destruição deliberada de material regularmente instalado é outra questão. O Código Eleitoral prevê punição para quem inutiliza, altera ou perturba meio de propaganda devidamente empregado.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.