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Esquerda?

Por Cláudio Prisco Paraíso
17/04/2025 - 16h11

Alguém tem notícias das lideranças de esquerda de Santa Catarina?

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Onde estão os líderes partidários do PT, do PV e do PCdoB, que formam uma federação? E o PDT, o PSOL, o PSB, a Rede Sustentabilidade?

Sem falar naqueles nanicos que costumam se opor ao PT, como o PSTU e o PCO, Partido da Causa Operária. Estão sumidos, desaparecidos, não dão sinal de vida. Se escafederam.

Quais são os nomes desses partidos, ideologicamente à esquerda, que estão disponíveis para o embate majoritário estadual de 2026?

Refiro-me, evidentemente, a nomes com alguma viabilidade eleitoral. De nada adianta ficar inventando nomes que não têm a menor perspectiva.

Tirando o PT, não tem absolutamente ninguém. E o PT tem um nome solitário, o de Décio Lima, que já disputou em 2018, sozinho, abrigado no seu partido, sem apoio de qualquer outra sigla à esquerda, mas que em 2022 conseguiu a façanha de ser respaldado por todas e carimbou presença no segundo turno.

Tempestade perfeita

Pela primeira vez na história de Santa Catarina, nos últimos 40 anos, desde o restabelecimento do pleito direto em 1982, um nome de esquerda chegou ao segundo turno. Décio Lima, do PT.

Quinteto

Mas só chegou. Não avançou. E também não chegou pelas forças ou pela densidade eleitoral da esquerda.

Foi para o round final do pleito pela pulverização de votos das candidaturas de direita, naquela oportunidade em número de cinco.

Goleada

Jorginho Mello, que foi para o segundo turno e deu de 72% a 28% em Décio Lima, mas que também teve que disputar, no primeiro turno, com Carlos Moisés da Silva, governador à época, Esperidião Amin, Gean Loureiro e Odair Tramontin.

Fator

Só por isso, não foi pela esquerda e nem por Lula, que Décio chegou ao segundo turno.

Dueto

Ocorre que a perspectiva em 2026 é de que tenhamos no máximo duas candidaturas conservadoras, com Jorginho Mello e João Rodrigues.

Business

Ah, sim, Marcos Vieira do PSDB coloca seu nome exclusivamente para negociar, aliás, uma especialidade do tucano.

Na pista

Então, estamos aventando nomes como João Rodrigues, Jorginho Mello, ao governo do estado; Esperidião Amin, Carol De Toni ao Senado, já declarados; Amin à reeleição pelo PP; e Carol deputada federal recordista pelo PL, que está já com a candidatura apresentada.

Por fora

Há, ainda, Adriano Silva, do Novo, prefeito Joinville reeleito, mas que não assume uma pré-candidatura ao Senado.

Perspectivas

Existem outros dois nomes. Júlio Garcia e Antídio Lunelli, o primeiro do PSD e o segundo do MDB, para compor de vice. Antídio também seria opção ao Senado, até porque o Norte tem que estar na chapa. Então, as opções seriam Antídio ou Adriano Silva.

Elenco

Todos esses nomes estão elencados. Topázio Silveira Neto foi retirado, nos últimos dias, porque deixou claro que não é candidato em 2026. Vai completar o mandato para o qual foi reeleito em Florianópolis.

Articulado

Mas ele lembra o nome de Júlio Garcia para vice, como forma de trazer o PSD para a coligação liderada por Jorginho Mello, com quem Topázio já está comprometido.

Muita água vai rolar ainda

Por Cláudio Prisco Paraíso
16/04/2025 - 15h49

Engana-se redondamente quem imagina que o projeto do PSD para 2026 é algo líquido e certo, no sentido de que a pré-candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, está consumada no contexto da sucessão estadual.

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Várias lideranças pessedistas têm, nos bastidores, falado abertamente que o entendimento com o PL do governador Jorginho Mello ainda é possível, ainda é assimilável.

E não mais em torno da figura de João Rodrigues para compor a chapa.

Até porque, em tempos de rede social, os ataques do prefeito de Chapecó, na direção do governo e do próprio Jorginho Mello, provocam estrago. Deixam marcas.

E o entendimento majoritário para o próximo ano com o João Rodrigues na chapa, por si só, poderia gerar reações entre os liberais.

Bagagem

E mais do que isso, há, também, a compreensão de que o presidente da Assembleia, Júlio Garcia, principal liderança do PSD catarinense, seria um nome capaz de aglutinar as duas forças partidárias numa solução mais plausível e palatável.

Vice

O próprio prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, já muito fechado com o projeto de reeleição de Jorginho Mello, tem dito, sem fazer segredo, de que Júlio Garcia seria um nome perfeito para compor de vice do governador.

Manda Brasa

Mas essa vaga não pertenceria ao MDB? Já se especula, e não é de hoje, o nome do deputado estadual Antídio Lunelli, ex-prefeito de Jaraguá do Sul, na composição majoritária.

No páreo

Mas, de qualquer forma, os pessedistas alimentam essa perspectiva, até porque não seria de todo absurdo a presença do MDB com uma candidatura ao Senado ao lado, claro, do nome natural do PL, que é o da deputada Carol De Toni.

Novidade

Porém, se o Novo de Adriano Silva viesse a demonstrar interesse em compor a chapa, ou mesmo o nome do senador Esperidião Amin pelo PP? Isso tudo são conversações que vão afunilar lá na undécima hora.

Açodamento

A grande verdade é que nós estamos, há pouco mais de um ano, da deflagração da pré-campanha eleitoral de 2026.

Opção

Muita água ainda vai passar por debaixo da ponte. Também se especula que o próprio Topázio Silveira Neto poderia vir a ser o nome para compor a majoritária.

Acenando

Ele tem dito e reiterado que vai completar o mandato e vai fazer de tudo para eleger o sucessor lá em 2028.

Ficaria, claro, à disposição para um aproveitamento na segunda metade do governo Jorginho desde que consolidada a reeleição do governador em 2026.

Maior colégio

A mesma situação serve, também, para Adriano Silva, que, embora tenha emitido alguns sinais de que poderia renunciar para concorrer ao Senado, o joinvilense tende, ainda, a completar os oito anos como prefeito.

Projeta eleger a sua vice, Rejane Gambin, deputada federal, e fazê-la sua sucessora em 2028.

Leque

Tanto Topázio quanto Adriano seriam alternativas também para uma majoritária em 2030, além, é claro, da deputada Carol De Toni uma vez confirmada sua eleição ao Senado.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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