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O tiroteio midiático

Por Cláudio Prisco Paraíso
15/04/2025 - 08h44

Entre quinta e sexta-feira da semana passada, os catarinenses acompanharam uma queda-de-braço entre o governador Jorginho Mello, do PL, e o ministro dos Transportes, Renan Calheiros Filho, do MDB.

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Seguramente, o senador Alagoano foi pressionado por lideranças petistas de Santa Catarina, deputados e, sem sombra de dúvidas, pelo presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, a se posicionar.

Também porque o governador já havia feito alguns vídeos atacando o governo federal, pela sua ausência, em termos de obras e investimentos, especialmente rodoviários, no estado.

Movimento que certamente começou a provocar grande repercussão.

Por conta disso, Renan Calheiros apareceu com uma manifestação tentando desmentir o governador, dizendo que todas as afirmações dele não corresponderiam à realidade, que o governo Lula investiu isso e aquilo em obras em 2023 e 2024.

Também falou da previsão orçamentária para 2025, oportunidade na qual fez um paralelo com o governo Jair Bolsonaro, a quem Jorginho Mello é ligado.

Rebote

Claro que viria o contra-vapor do governador. Renan soltou o vídeo na quinta-feira. Já na sexta, ou melhor, ainda na quinta à noite, Jorginho Mello se manifestou, tentando desconsiderar todas as falas de Renan.

Investimentos

E mais do que isso, apresentando obras estaduais que o governo está fazendo dentro do programa Boa Estrada, além de iniciativas da administração estadual no que diz respeito à omissão e ausência da União em BRs, que são rodovias federais.

Colapsou

Um dos maiores exemplos é o colapso da BR-101 norte. Ali existe uma situação insustentável na região de Balneário Camboriú, Itapema, Navegantes, Penha, Itajaí, considerando-se, ainda, o deslocamento também via Brusque, e daí por diante.

Paliativo

Jorginho foi além. Depois gravou outro vídeo acenando com a possibilidade de uma obra, que seria uma espécie de paliativo, para o Morro dos Cavalos, onde ocorreu recentemente aquele terrível acidente.

Túnel do tempo

É um local em que o governo federal está há 11 anos para construir dois túneis e não o faz.

O governador, portanto, procura uma alternativa e chegou a dizer, em uma das publicações, que está disposto a conversar com o Renan Calheiros, que pretende sentar com o ministro para achar soluções.

Para resumir a história, até o secretário da Infraestrutura, Jerry Comper, que é correligionário de Renan, foi alcançado por ele nos seus disparos.

SC tem lado

Então temos aí uma guerra política num estado essencialmente conservador, onde, evidentemente, o ministro, ressalte-se, pressionado por petistas, especialmente pelo acidente do Morro dos Cavalos, veio para cima tentando neutralizar o desgaste federal e a absoluta impopularidade do governo e do próprio presidente Lula no estado.

Fumaça

Só que isso não leva a lugar nenhum. É uma disputa político-eleitoral, exclusivamente, que não vai chegar a lugar algum.

Derrotados

Quem vai ganhar ou quem vai perder, politicamente, nesse enfrentamento, pouco importa para o catarinense.

Esse sim é e continuará sendo o grande derrotado, porque não havendo convergência entre os dois governos, estadual e federal, não havendo interação, diálogo, pelo menos institucional, quem perde é a sociedade catarinense.

Quem será derrotado é o Estado de Santa Catarina. Simples assim. Então seria bom um pouco mais de juízo e responsabilidade para os dois lados.

O nome conservador

Por Cláudio Prisco Paraíso
11/04/2025 - 10h36

Ainda no início desta semana, apreciamos o quadro presidencial no contexto dos partidos conservadores.

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O articulista afirmou que Tarcísio de Freitas é um nome natural diante da condição de inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

Injusta, é claro, mas que está posta e da qual não haverá reversão. Ante tal circunstância, qual seria a forma de manter unida a direita?

Basta Bolsonaro declarar apoio ao governador de São Paulo. Simples assim.

Não só pela sua performance como homem público, testado no Ministério da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro, com grande desempenho, mas também agora como governador do maior estado da federação.

O que falta é Bolsonaro tirar da cabeça a ideia maluca de lançar um representante familiar à presidência.

Não importa, se for Michelle ou um de seus filhos. Ele precisa cravar em torno do nome de Tarcísio.

Sul e Sudeste

A partir daí, automaticamente os outros três nomes especulados e colocados como alternativas viriam para uma composição.

Estamos nos referindo aos governadores reeleitos de Goiás, do União Brasil, Ronaldo Caiado; do Paraná, Ratinho Júnior, PSD; e finalmente Romeu Zema, de Minas Gerais; do Novo.

Composição

A tendência seria o Caiado ou Zema como vice. Até porque Ratinho ainda é muito jovem e tem uma situação excepcional para concorrer ao Senado. Zema, pelo seu perfil empresarial, não deseja uma posição no Legislativo.

Experiente

E Caiado já foi senador, além de cinco vezes deputado federal. Logo após essa apreciação neste espaço, chega a notícia, de Brasília, na voz de Ciro Nogueira, senador do Piauí que comanda o PP no Brasil, de que ministros do próprio governo Lula já admitem, nos bastidores, que, se o candidato vier a ser Tarcísio de Freitas, o atual inquilino do Palácio Planalto não vai à reeleição.

Melhor nome

Por aquilo que temos dito aqui e reiterado inúmeras vezes: Tarcísio tem perspectiva de crescimento porque formula com competência políticas públicas e as sustenta com uma desenvoltura verbal invejável.

Colosso

E outra, que já reiteramos aqui também. São Paulo representa 23% do eleitorado.

Isso representa quase um quarto dos votantes brasileiros. Ou seja, é um eleitorado estratégico, aliás, base original do próprio PT e do próprio Lula.

Receio

Então, se Bolsonaro tiver juízo, fecha com Tarcísio e a direita já vai fechada no primeiro turno e talvez obrigue o PT a buscar uma solução alternativa, porque Lula não vai querer perder a eleição no encerramento da sua vida pública.

Derrotas e vitórias

A deidade vermelha já havia perdido três pleitos. Em 1989, para Collor de Mello, em 1994 e 1998 para Fernando Henrique Cardoso.

Depois ganhou duas, elegeu sua pupila Dilma Rousseff em outras duas e “ganhou” agora.

Sem chances

Vai coroar, entre aspas, a sua carreira pública com uma derrota?

Daí teria que empurrar dois de quatro ministros especulados como alternativa para compor a chapa presidencial.

São eles: Fernando Haddad, Rui Costa, Camilo Santana e Gleisi Hoffmann.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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