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Tudo em família

Por Cláudio Prisco Paraíso
09/09/2025 - 08h24

Diz o ditado que uma imagem vale muito mais do que mil palavras. Isso ficou patenteado, caracterizado, no 7 de setembro, em Florianópolis, quando, pela primeira vez, juntos, apareceram Jorginho Mello e Carlos Bolsonaro.

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É a confirmação de que ambos estarão juntos na chapa majoritária do PL ano que vem. Carlos, como candidato ao Senado, e Jorginho liderando a chapa majoritária no projeto de reeleição. Lá estava também Jair Renan, o 04, que será candidato a deputado federal.

Assim como Carluxo, há mais de 20 anos vereador do Rio de Janeiro, Renan está cumprindo seu primeiro mandato na Câmara de Balneário Camboriú. Jorginho Mello, literalmente, apareceu entre dois dos quatro filhos de Jair Bolsonaro. E assim será a campanha.

O governador de Santa Catarina está mais atrelado a Jair Bolsonaro do que nunca. Em 2022, Bolsonaro indicou seu secretário da Pesca, Jorge Seif, para formar dobradinha com Jorginho, o que contribuiu para que ele carimbasse o passaporte em direção ao segundo turno.

Vagas

Contra Décio Lima, do PT, apoiado por toda a esquerda. A chegada de Seif, à época, custou caro, porque o então senador e candidato ao governo perdeu o então deputado estadual Kennedy Nunes, do PTB, que já havia sido confirmado como seu candidato ao Senado.

Outro barco

Jorginho o convidou para vice. Kennedy declinou e acabou concorrendo na companhia do senador Esperidião Amin, que também disputou o governo. O ex-deputado hoje é secretário-chefe da Casa Civil de Jorginho Mello.

Sangue

Então, em 2026, o nome que vem de cima não será o 06, como foi Seif, mas o 02, que tem o mesmo sobrenome do ex-presidente da República.

Ônus e bônus

Pode ser um bônus a Jorginho. A presença do vereador carioca, contudo, restringe consideravelmente os espaços na majoritária, na medida em que uma vaga terá que ficar com Esperidião Amin, que é o nome da Federação União Progressista na aliança com Jorginho Mello.

Projeto

Nesse caso, Carol De Toni vai aceitar uma candidatura à reeleição à Câmara ou, lá à frente, vai se desfiliar na janela de março e buscar abrigo em outro partido para concorrer ao Senado? É aí que reside o risco da coligação pilotada por Jorginho não eleger os dois senadores.

Será?

Pesquisas já sinalizam que Carlos Bolsonaro disparou. Estaria com 45% das intenções de voto. Imperioso, no entanto, observar com um certo cuidado essas pesquisas açodadas e, talvez, não tão bem formuladas.

Passaporte

Mas, de qualquer maneira, tudo leva a crer que o filho de Bolsonaro, mesmo caindo em Santa Catarina de paraquedas, se eleja senador.

Pulverizando

Uma vez confirmada, também, a candidatura de De Toni por outra sigla, a situação do senador Esperidião Amin torna-se desafiadora.

Topo

Não resta a menor dúvida que se constitui, hoje, no mais completo dos 81 senadores da República. Mas não podemos ignorar o fato de que, em 2026, se completarão 48 anos do seu primeiro mandato eletivo. Em 1978, o hoje senador se elegeu deputado federal com 72 mil votos.

Desafio

De modo que o eleitorado de Esperidião Amin substancialmente envelheceu, e isso pode implicar, sem dúvida nenhuma, numa disputa ao Senado bastante difícil para ele. Mas, evidentemente, muita água ainda para rolar por debaixo da ponte, afinal, ainda estamos no mês de setembro, a mais de um ano das eleições.

Povo acuado pelo regime

Por Cláudio Prisco Paraíso
06/09/2025 - 08h41

É grande a expectativa em relação ao 7 de setembro, que neste ano cai em um domingo. A data cai justamente entre as duas semanas do julgamento de Jair Bolsonaro no STF.

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Porque o Supremo pautou o julgamento para coincidir com o 7 de setembro? Seria para medir a reação popular?O ar ticulista, particularmente, não acredita em grandes mobilizações. Já nas últimas manifestações conservadoras registramos certo ceticismo, que acabou confirmado. A perseguição imposta a pessoas comuns, que ousaram questionar o consórcio, colocou o povo brasileiro — que banca essa farra — contra a parede.Mas, voltando ao julgamento, todos sabem que não passa de uma farsa.

Roteiro

Há um rito condenatório por antecipação. E a classe política precisa prestar atenção. Se não houver reação popular, só restarão dois caminhos após a condenação de Jair Bolsonaro.

O Brasil voltou

Um caminho é o recrudescimento da realidade atual: liberdades cada vez mais comprometidas, ditadura da toga e o consórcio Supremo–Planalto operando de olho em 2026.

Covardes

O outro caminho seria uma improvável reação do acovardado Congresso. A Câmara poderia abrir o debate sobre a anistia, enquanto o Senado apreciaria o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, já subscrito por 41 senadores. Mas Davi Alcolumbre, parte do consórcio, engavetou o pedido, enviando-o à advocacia do Senado sem prazo de devolução.

De fora

Mas há ainda uma alternativa externa: uma intervenção mais aguda dos EUA. Sob Trump, o Tio Sam já aplicou sanções, cancelou vistos de autoridades, usou a Lei Magnitsky contra Moraes e impôs o tarifaço. Está claro que a ofensiva americana é política, não apenas comercial.

Olho por olho

Se o Congresso não reagir, novas sanções virão — possivelmente atingindo Alcolumbre e Hugo Motta. Mais taxações sobre empresas podem pressionar o setor produtivo a exigir do Congresso medidas como a anistia ou o impeachment de Moraes.

Condição

A anistia e o impedimento do ministro já são condições sine qua non para evitar que a situação financeira do Brasil, quebrado novamente pelo PT, se agrave ainda mais.

Realidade

A gestão de Lula III acabou.
O país foi arruinado pela gastança, pelo descontrole fiscal e pela corrupção que voltou a explodir em estatais e fraudes no INSS.

Uma hora acaba

Como diz a sabedoria popular: não há mal que dure para sempre. Estamos chegando ao limite. É nesse momento que veremos se o Congresso reagirá em defesa da democracia ou se continuará submisso às regras ditatoriais do consórcio Supremo–Planalto. A conferir!

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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