O PP, ou Progressistas, já registramos aqui, está literalmente rachado no contexto nacional.
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Na quarta-feira, o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, ex-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, promoveu um encontro de próceres da legenda com o ex-presidente.
Lá estava também o catarinense Esperidião Amin. A posição da legenda, enquanto CNPJ, é muito clara. Oposição ao governo de Lula III.
No Senado não há a menor dúvida. Os senadores estão na trincheira oposicionista. Mas na Câmara a pilotagem cabe a Arthur Lira, presidente da Casa Legislativa.
O deputado vem negociando há meses com o Planalto, fato que tem assegurado a ele vários cargos importantes na gigantesca máquina lulo-petista.
Estava faltando, contudo, Lula da Silva entregar a joia da coroa. A Presidência da Caixa Econômica Federal para um apadrinhado de Lira.
Isso ocorreu na quarta-feira. O presidente demitiu uma mulher – vejam como é a defesa das bandeiras canhotas na prática - para substituí-la pelo apadrinhado de Lira.
Atenção, até agora não se viu uma manifestação de feministas e afins contra a degola de uma mulher no comando da CEF.
Rolo compressor
Em questão de poucas horas, Arthur Lira desobstruiu a pauta da Câmara, que estava trancada sob a articulação do deputado alagoano justamente para chantagear o desgoverno. A muito custo, Lula entregou a chave da Caixa a Lira. O “presidente” teve que enfrentar o PT e aliados canhotos. Menos as feministas fake de plantão.
Só alegria
Ato contínuo, vários projetos importantes, de interesse do Planalto, foram votados na Câmara. Inclusive o que aumenta a tributação sobre as empresas off-shore. Tudo foi aprovado. Lira tem grande controle sobre o centrão.
Hummm
O placar do PP a favor do desgoverno, contudo, foi surpreendente. 61% dos parlamentares aderiram à orientação do presidente da Câmara. Dos 47 deputados do Progressistas – nenhum de Santa Catarina – 29 foram favoráveis e 18 foram contrários.
Isso incomodou o Palácio do Planalto. O Republicanos, por exemplo, que não está no desgoverno, proporcionalmente assegurou mais votos aos interesses da Organização do que o próprio PP.
A adiversidade
É bem verdade que o deputado tem ascendência sobre outras bancadas, mas isso evidenciou que Ciro Nogueira continua firme e forte. E que o partido está absolutamente rachado. O PP-SC é oposição à gestão sob Lula III. Faz parte do governo Jorginho Mello e deve estar junto com o PL em vários municípios na eleição do ano que vem.
Lados
A executiva nacional está sob o controle de Ciro Nogueira, no Senado o grupo encontra-se unido na oposição, mas na Câmara há Arthur Lira, um fisiológico convicto.
Na base do loteamento, Lula III está se entregando para o centrão, algo que não ocorreu na gestão de Jair Bolsonaro.
Linhas
Na gestão anterior, houve as emendas secretas, mas o ex-presidente não permitiu que figuras promíscuas, carimbadas, corruptas, ocupassem cargos estratégicos. “Petobrais” Hoje se vê até na Petrobras – que foi quebrada pelo PT com base na corrupção que foi desmascarada e desvendada na Operação Lava Jato – se vê novamente políticos em diretorias e agências reguladoras.
Farra
O loteamento em Brasília é total. Loteamento e ao mesmo tempo falta de critério. A lei das estatais, aprovada no governo Michel Temer, que justamente objetivava evitar essa pornografia toda, está sendo totalmente ignorada. Já estamos vendo o mesmo ritmo do PT versão 2023 daquele impresso nos 14 anos deles com o país nas mãos. Tudo aquilo que se tentou evitar no Brasil está de volta. Cambalachos e corrupções a mil pelo Brasil.
Jorginho Mello retorna no domingo de sua viagem ao Panamá e no mesmo dia reassume o governo de Santa Catarina.
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A partir da próxima segunda-feira, 30, o governador estabelecerá uma agenda estratégica político-eleitoral.
A semana não terminará sem uma reunião entre o chefe do Executivo e a bancada estadual do PL, composta por 11 deputados.
O mês de novembro tem tudo para ser promissor, pródigo em articulações com vistas às eleições do próximo ano.
A começar pelos municípios de grande porte. Os 15 principais serão o foco neste momento em que o governador tirará um tempo para as articulações eleitorais.
A disposição de Jorginho é ultimar entendimentos. Internamente no PL, por ele presidido, mas também avançando em conversas para coligações visando o pleito municipal de 2024.
Tripé
Evidentemente que as três maiores cidades, onde há segundo turno, estarão no centro das avaliações. Em Joinville, Florianópolis e Blumenau, o governador terá que costurar para que o PL não vire apenas um coadjuvante.
Dupla
Afinal de contas, nas duas maiores, os atuais prefeitos são candidatos naturais à reeleição. E favoritos. Adriano Silva, do Novo, em Joinville; e Topázio Neto, PSD, na Capital.
Loura
Já em Blumenau o quadro é diferente. O prefeito Mário Hildebrandt, que está saindo do Podemos e deve assinar ficha no PL, não poderá concorrer novamente.
Composição
Nas duas primeiras cidades, o governador avalia a possibilidade de indicar o vice. Em Florianópolis, fala-se até no nome de seu primogênito, Bruno Mello, para compor com Topázio.
Repeteco
Em Joinville Adriano Silva deseja repetir a dobradinha com a atual vice-prefeita, também do Novo. Muito provavelmente isso levará o PL a lançar candidato. Ou buscará uma composição com Rodrigo Coelho, ex-vice-prefeito e ex-deputado federal.
Linha
O PL tem nome na maior cidade do estado. O deputado Sargento Lima, que tem o respaldo de seus pares.
Já registramos aqui que lideranças com perfil segmentado, classista, têm dificuldades extras numa eleição municipal.
Combativo
Mas é importante salientar que o deputado Sargento Lima foi reeleito e faz um belíssimo segundo mandato. Tem postura, embocadura, posições claras, firmes e corajosas.
Franco atirado
O PL não tem nada a perder em Joinville. E nem em Florianópolis. Se o partido lançar candidato nas duas cidades, a sigla poderá forçar o segundo turno nas duas.
Vale
Em Blumenau, a realidade é outra. O PL pode conquistar a prefeitura na medida em que tenha no mesmo palanque, além do prefeito, do próprio governador, do senador Esperidião Amin, sempre muito benquisto na Vale do Itajaí, território essencialmente bolsonarista, é uma aposta com viabilidade. O PT não tem a menor chance em Blumenau. Ali, há o nome de Odair Tramontin, do Novo, que passou a ser uma grande incógnita.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.