Uma ótima, excelente, maravilhosa notícia neste início de ano eleitoral. A espalhafatosa, falastrona e que adora esbanjar e ostentar, a primeira-dama Janja, deu uma baixada na bola. Literalmente, calou a boca.
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E assim os brasileiros — e o mundo — não têm, e isso vem desde pelo menos dezembro, que aturar suas asneiras, deslumbramentos e gafes. Era um dia sim e outro também. Certamente alguém do entorno da deidade vermelha conseguiu furar o bloqueio e alertar Lula sobre possíveis prejuízos eleitorais decorrentes do comportamento da esposa.
Por outro lado, Lula segue descontrolado, falando pelos cotovelos e, não raras vezes, se contradizendo e atirando contra o próprio pé. Sobre o amigão Nicolás Maduro, agora preso em Nova Iorque, acusado de diversos crimes, o petista soltou uma nota tímida. Depois, a diplomacia brasileira fez um discurso vergonhoso, defendendo o criminoso sanguinário com base na tese da soberania.
Soberania que só existe quando o povo é soberano, e não um tirano como Maduro. De qualquer forma, o presidente brasileiro está quietinho sobre o assunto. Deve ter entendido que pode estar, de alguma maneira, na mira dos EUA.
Bico calado
Apesar de seguir tomando algumas decisões arbitrárias, só pra variar, outro que deu uma bela mergulhada depois do escândalo do Banco Master — que deveria, esse sim, já ter levado gente à prisão — foi Alexandre de Moraes. O único que foi detido, Daniel Vorcaro, logo depois foi solto e segue em liberdade. Estamos dele.
Não deu mais declarações, não fez mais deboches e nem elaborou novas teses para justificar seus excessos e o absoluto desprezo à Constituição e às leis em nome da democracia. É outro que está na berlinda e vem plantando situações das quais, obrigatoriamente, vai colher resultados nada agradáveis. Mais dia, menos dia.
Senado
Já pelos lados de Santa Catarina, quem deu uma bela sumida foi o senador Jorge Seif. Tudo bem que ele não estará disputando as eleições — seu mandato termina em 2030 —, mas costumava ser mais incisivo tanto nas redes sociais como no Senado, que agora está em recesso.
Mas o mergulho de Seif também não começou agora. Está mais apagado desde o segundo semestre do ano passado. Ivete Appel da Silveira, por perfil e questões pessoais, também aparece muito pouco. Atuação tímida e poucos posicionamentos contundentes nesses três anos de mandato.
Topo
Em contrapartida, o terceiro senador por Santa Catarina, Esperidião Amin, tem feito um belíssimo mandato. Seguramente está entre os três melhores da Câmara Alta nesta legislatura.
Sempre se posiciona com firmeza, muito bem embasado, e tem sido protagonista de pautas estratégicas no Senado. Está, digamos assim, salvando a pátria catarinense naquela Casa.
Norte
Por fim, também se nota a postura discretíssima do competente prefeito de Joinville, Adriano Silva, que tem sido estimulado a renunciar para disputar o governo do estado.
A tendência é que ele permaneça no cargo até 2028, a menos que Romeu Zema seja cabeça de chapa na disputa presidencial. Mas o silêncio do joinvilense deixa sempre aquela dúvida no ar sobre seu futuro em 2026.
A conferir.
Já estamos nos aproximando da segunda quinzena de janeiro. Fevereiro é mês de Carnaval. A partir daí, é contagem literalmente regressiva para o início da pré-campanha, que se dará com o fim do prazo da janela partidária, a qual coincidirá com o prazo fatal das desincompatibilizações, especialmente daqueles governadores e prefeitos que vão bater em retirada para enfrentar as eleições.
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Ratinho Júnior, que já está no segundo mandato, assim como Ronaldo Caiado, do Paraná e de Goiás, necessariamente vão renunciar, porque, se não concorrerem à Presidência, disputarão o Senado da República. Romeu Zema, igualmente, em Minas Gerais.
Agora, o mesmo não se aplica a Tarcísio de Freitas. Ele está no primeiro mandato. Se não renunciar, é porque será candidato à reeleição.
Projeção
Então, a definição terá como prazo definitivo o dia 4 de abril para o governador paulista. Ele vai à cabeça com Flávio Bolsonaro de vice ou Michelle Bolsonaro, ou vai mesmo à reeleição?
A partir do dia 5 de abril, inicia-se oficialmente o período de pré-campanha, que vai até 5 de agosto. Prazo fatal.
Vejam que estamos diante de vários marcos definitivos, sobretudo para as convenções homologatórias das candidaturas, sejam proporcionais ou majoritárias.
Período de bastidores
De modo que teremos, de 5 de abril até maio, junho, julho e agosto, quatro meses de pré-campanha. Depois disso, aproximadamente um mês e meio de campanha propriamente eleitoral, quase dois meses, já que a eleição está marcada para 5 de outubro, no primeiro turno.
Caminho
Jorginho Mello está no primeiro mandato e é candidato natural à reeleição.
Não se trata, portanto, de desincompatibilização. Essa, sim, alcança os prefeitos lembrados para uma eventual participação majoritária, ambos em segundo mandato.
Dois nomes
Adriano Silva, reeleito com quase 80% dos votos em Joinville, maior cidade catarinense tanto no contexto econômico quanto populacional e eleitoral.
Assim como João Rodrigues, reconduzido com mais de 80% em Chapecó, Capital do Oeste.
Vão renunciar ou não? Adriano, é pouco provável.
De cima
Somente com Romeu Zema candidato à Presidência é que o joinvilense partiria para um desafio dessa envergadura — o que é improvável.
O mineiro é o nome dos sonhos para compor como vice de todos aqueles que eventualmente homologarem uma candidatura à Presidência da República, seja Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado ou Ratinho Júnior.
Patinando
Essa é a grande verdade. Do outro lado, João Rodrigues, do PSD. Partido que torce o nariz para o seu projeto, que não saiu do chão até hoje.
O falastrão do Oeste é candidato há praticamente dois anos e continua patinando. Não tem envergadura, não tem embocadura para uma candidatura majoritária.
Não tem tamanho. Essa é a realidade. Nem sob o aspecto intelectual, nem sob o aspecto ético.
Tendência
Mas a tendência é que ele renuncie. Por quê?
Não concorrendo ao governo, na medida em que existe a possibilidade de o PSD acertar os ponteiros e apoiar a reeleição de Jorginho Mello, João Rodrigues acabará candidato a deputado federal.
Está no quarto mandato como prefeito, é bem verdade.
Histórico
E só completou o primeiro lá atrás. No segundo, ficou um ano e pouco. Agora completou o terceiro, mas já quer desembarcar após pouco mais de um ano no quarto.
Somando tudo, na prática, são dois mandatos e meio como prefeito.
Certamente, não tem mais elã para ser prefeito. Tanto é assim que começam a surgir muitas reclamações em relação à gestão em Chapecó.
Sobra
Na pior das hipóteses, Rodrigues é candidato a deputado federal. E se elege bem, sem dúvida nenhuma.
Com grandes perspectivas não só de eleição, como também de puxar mais um deputado federal pelo PSD.
2026 chegou!
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.