A iniciativa ganhou ainda mais força com o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Proteção Patrimonial Mutualista
José Roberto Ramos, vice-presidente da Fabsul - Foto: Divulgação O modelo de organização proposto por afiliados da Fabsul já ultrapassa a marca de 1 milhão de associados em todo o país, consolidando o crescimento do mutualismo e fortalecendo o debate sobre a regulamentação do setor no Brasil.
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A iniciativa ganhou ainda mais força com o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Proteção Patrimonial Mutualista, realizado na última semana na Câmara dos Deputados, em Brasília. O grupo reúne cerca de 200 parlamentares e tem como objetivo ampliar o diálogo entre o Congresso Nacional, entidades do setor e a sociedade civil, além de acompanhar propostas legislativas e contribuir para o aperfeiçoamento do marco regulatório.
O movimento ocorre em um cenário de expansão do mutualismo, que já conta com milhares de associações em todo o país. Somente os sistemas que estruturam cooperativas, ligados à proposta dos afiliados da Fabsul, já somam mais de 250 associações cadastradas e ultrapassam a marca de 1 milhão de associados.
Segundo José Roberto Ramos, vice-presidente da Fabsul e idealizador da proposta, a expectativa é de crescimento ainda maior. “Se a proposta for aprovada no Infra Legal da Lei 213/25, a projeção é dobrar esse número de associados, ampliando ainda mais o alcance do modelo”, destaca.
A proposta de criação de cooperativas busca justamente unir as associações para que, de forma conjunta, possam atender às exigências do Infra Legal, garantindo mais segurança jurídica, transparência e sustentabilidade ao setor.
Durante o lançamento da frente parlamentar, a Confederação Nacional das Mútuas do Brasil (CN Mútuas) esteve representada por lideranças como Cauby Moraes, Luciano Paiva e Otávio Neto. Pela Fabsul, participaram o presidente Arnaldo Pirola e o Diretor Jurídico Luciano Kern. O encontro foi marcado por articulação política e reforço da importância do mutualismo como alternativa viável, especialmente diante da baixa cobertura dos seguros tradicionais no país.
Além de promover o debate técnico, o colegiado também deve atuar na construção de caminhos para consolidar o setor como uma solução acessível, com impacto social e econômico relevante, geração de empregos e inclusão em diferentes regiões do Brasil.
A expectativa é que o avanço das discussões no Congresso Nacional contribua para um ambiente regulatório mais estável e alinhado às características do modelo mutualista, impulsionando ainda mais o crescimento do setor nos próximos anos.