Sandro Botelho foi assassinado com golpes de faca em junho de 2025
Réu também deverá pagar R$ 50 mil em indenização - Foto: Divulgação O Tribunal do Júri da comarca de Tubarão condenou Jonatan da Silva Lima a 22 anos, quatro meses e 24 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Sandro Botelho. O julgamento ocorreu na quinta-feira, 29 de outubro, e os jurados reconheceram a prática de homicídio triplamente qualificado.
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O crime aconteceu na noite de 28 de junho de 2025, no Bairro Santo Antônio de Pádua. Na ocasião, Sandro foi morto ao tentar defender a ex-esposa, que estava sendo ameaçada pelo então companheiro.
Conforme a investigação, Jonatan não aceitava o fim do relacionamento de cinco anos e ameaçou a mulher com uma faca. Ao escutar os pedidos de socorro, Sandro, que havia sido casado com ela por 18 anos e morava em outra residência no mesmo terreno, foi até o local para ajudá-la.
Durante o confronto, o agressor utilizou duas facas e atingiu a vítima com pelo menos sete golpes, inclusive na região do pulmão. Sandro estava desarmado e, conforme apontado no inquérito, não teve condições de antecipar ou evitar o ataque.
Antes de deixar o local, Jonatan também ameaçou matar o genro de Sandro, que morava na propriedade.
Durante a sessão do júri, acompanhada por familiares e amigos de Sandro, os jurados acolheram integralmente os argumentos apresentados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Além da pena pelo homicídio, o réu recebeu mais cinco meses e 10 dias de detenção, em regime semiaberto, por dois crimes de ameaça, praticados contra a companheira e o genro da vítima.
A sentença também estabeleceu o pagamento de R$ 50 mil por danos morais aos sucessores de Sandro.
Como Jonatan já estava preso preventivamente, a Justiça negou o direito de recorrer em liberdade. Com isso, ele permanece detido e iniciou o cumprimento da pena estabelecida na condenação.