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Catedral de Tubarão recorda os 52 anos da enchente de 1974 com repicar dos sinos

Repicar dos sinos ocorrerá por cinco minutos, às 9h e às 15h

Por Redação, Revista Única
23/03/2026 - 18h25
O som dos sinos ecoará como um convite à memória, à gratidão e ao compromisso com o futuro - Foto: Divulgação

Nesta terça-feira, 24 de março de 2026, Tubarão recorda os 52 anos da enchente de 1974, uma das maiores tragédias de sua história. Como gesto de memória, gratidão e reflexão, a Catedral Diocesana de Tubarão promoverá o repicar dos sinos por cinco minutos, às 9h e às 15h.

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Durante a enchente, a Catedral, situada no ponto mais alto da cidade, tornou-se um dos principais espaços de abrigo e acolhida, reunindo famílias que buscavam proteção diante da força das águas. O morro e a praça ao seu redor transformaram-se em refúgio para grande parte da população.

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Ao lado da Catedral, a Torre da Gratidão, inaugurada em 1983, permanece como um dos principais marcos da memória coletiva da cidade. O monumento foi idealizado a partir da obra do artista tubaronense Willy Zumblick, cuja produção retratou intensamente a história e a identidade local, e simboliza o reconhecimento pela solidariedade que chegou de diversas regiões do Brasil e até de outros países, permitindo a reconstrução de Tubarão após a tragédia 

Segundo o pároco da Catedral, Padre Eduardo Rocha, o gesto dos sinos une memória, gratidão e responsabilidade:

“Ao repicar os sinos neste dia, nós fazemos memória de uma tragédia que marcou profundamente a nossa cidade e expressamos gratidão por toda a solidariedade que chegou até nós, vinda de tantas partes do Brasil e até de fora dele. Tubarão não se reergueu sozinha.Essa memória também nos desperta para o presente. Continuamos vulneráveis diante dos fenômenos naturais e somos chamados a um compromisso real com o cuidado da vida e da cidade. A fé nos sustenta e nos fortalece, e ao mesmo tempo nos impulsiona a assumir a nossa responsabilidade, como comunidade e como sociedade, na busca de caminhos para que tragédias como aquela não se repitam.”

O som dos sinos ecoará como um convite à memória, à gratidão e ao compromisso com o futuro.

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