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Hospital Infantil de Florianópolis inicia hemodiálise pediátrica após 20 anos

Menino de Rio do Sul se tornou o primeiro paciente a realizar hemodiálise dentro da instituição, um marco histórico para a saúde pública

Por Redação, Revista Única
13/02/2026 - 09h05.Atualizada em 13/02/2026 - 14h28
Joaquim chegou à hemodiálise depois de um longo acompanhamento médico - Foto: Jonatã Rocha

O sonho de Joaquim Schmidt Mascarenhas envolve chuteiras, bolas e gols. Aos 13 anos, ele quer fazer história no futebol, mas, antes disso, já enfrenta uma grande batalha fora dos campos.

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Internado no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em Florianópolis, o menino de Rio do Sul se tornou o primeiro paciente a realizar hemodiálise dentro da instituição, um marco histórico para a saúde pública da capital.

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“Estou um pouco nervoso, porque é a primeira vez, mas também é muito gratificante para mim. Saber que isso pode ajudar outras crianças a se sentirem fortes e a não acharem que são fracas por estarem doentes. Nós já somos fortes, pois ficar no hospital não é fácil. Às vezes eu choro, fico desanimado, mas, comparando com quando cheguei, hoje estou muito melhor”, contou Joaquim.

Até então, as crianças internadas que precisavam desse tipo de tratamento renal eram transferidas para o Hospital Jeser Amarante Faria, em Joinville. No HIJG, já era oferecida a diálise peritoneal, considerada a primeira escolha para os pequenos.

No entanto, em casos mais graves ou quando o método falha, a hemodiálise se torna indispensável.  Após 20 anos de tratativas, o hospital passa a disponibilizar o procedimento internamente, com duas máquinas disponíveis e equipes capacitadas para o atendimento à beira do leito da UTI, evitando deslocamentos de risco em casos agudos.

“Esse é um grande passo para fortalecer a assistência em nefrologia pediátrica em Santa Catarina. A saúde precisa acontecer onde as pessoas estão e, por isso, temos objetivos claros: ampliar a oferta de serviços, disponibilizar recursos adequados e garantir suporte aos pacientes”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Joaquim chegou à hemodiálise depois de um longo acompanhamento médico. Portador de uma má formação renal desde o nascimento, vive com apenas um rim desde a infância. Passados anos levando uma vida considerada normal, os exames começaram a apresentar alterações no fim de 2025, seguidos por sintomas intensos e a piora do quadro, o que levou ao encaminhamento para o Hospital Infantil Joana de Gusmão. A diálise peritoneal chegou a ser efetuada, mas não apresentou resposta, tornando a hemodiálise necessária, com efeito praticamente imediato.

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