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Operação Placebo investiga grupo suspeito de aplicar golpes contra beneficiários de plano de saúde

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Criciúma

Por Redação, Revista Única
27/08/2026 - 09h36
Criminosos usavam dados reais das vítimas para aplicar fraudes - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã de quarta-feira, 26 de agosto, a Operação “Placebo”, que investiga um grupo suspeito de aplicar fraudes eletrônicas contra beneficiários de um plano de saúde destinado a servidores públicos estaduais e seus dependentes.

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A ação foi coordenada pela Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) e contou com apoio das polícias civis do Distrito Federal e de São Paulo, além do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

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Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, nas cidades de Palhoça e Criciúma, em São Paulo, na capital e em Campinas, e no Distrito Federal.

Golpes eram aplicados pelo WhatsApp

A investigação começou após a comunicação formal feita pelo plano de saúde, que identificou o uso indevido da identidade institucional para a aplicação de golpes contra beneficiários.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos entravam em contato principalmente pelo WhatsApp, se passando por funcionários ou representantes da instituição. Para aumentar a credibilidade das abordagens, utilizavam dados verdadeiros das vítimas e informações relacionadas a solicitações de reembolso ou adesão ao plano.

Por meio de técnicas de engenharia social, os criminosos convenciam os beneficiários de que era necessário realizar determinados procedimentos para liberar reembolsos ou regularizar serviços.

As vítimas recebiam links maliciosos, aplicativos falsos ou eram orientadas a fornecer e validar informações pessoais e bancárias.

Em diferentes casos investigados, os golpes envolveram tentativas ou efetivação de transferências via PIX, contratação fraudulenta de empréstimos, acesso a aplicativos bancários e tentativas de realizar compras de alto valor.

Polícia investiga origem dos dados

Até o momento, a investigação identificou pelo menos seis registros policiais envolvendo vítimas de diferentes cidades de Santa Catarina. Os investigadores também localizaram diversos números de telefone e endereços eletrônicos utilizados na prática das fraudes.

Um dos principais pontos investigados é a origem das informações utilizadas pelos criminosos. Em vários casos, as abordagens fraudulentas ocorreram pouco depois de os beneficiários realizarem solicitações verdadeiras de reembolso ou adesão ao plano.

A Polícia Civil busca esclarecer como os suspeitos tiveram acesso a esses dados, além de identificar todos os integrantes envolvidos no esquema e dimensionar o número de vítimas e os valores movimentados.

Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que poderão auxiliar no avanço das investigações.

Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, falsa identidade e associação criminosa. Outros delitos também poderão ser apurados a partir da análise do material recolhido.

As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Defraudações da DEIC.

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