Queda na popularidade, críticas à política externa e investigações envolvendo o entorno familiar pressionam o presidente no início do ciclo eleitoral
Defesa de Lula a Maduro é alvo de críticas e reforça o desgaste político do Planalto - Foto: Divulgação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia o período pré-eleitoral de 2026 em meio a um cenário de desgaste político crescente. O contexto é marcado por críticas à condução da política externa e por investigações que envolvem integrantes do núcleo familiar do Planalto.
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Mesmo com o discurso oficial de defesa da democracia, Lula segue sendo associado à ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela. A relação histórica entre os dois governos tem sido explorada pela oposição, que aponta incoerência entre a retórica democrática e a postura diplomática do Brasil. A reação considerada branda do governo brasileiro diante de denúncias de abusos do regime chavista reforça as críticas.
No plano interno, o governo enfrenta o impacto político das investigações que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em apurações sobre supostas fraudes no INSS. A divulgação de repasses financeiros ligados a pessoas investigadas aumentou a pressão sobre o presidente e reacendeu o debate sobre corrupção no entorno do poder.
Apesar de Lula afirmar que apoia as investigações, o caso tem provocado desconforto no governo e ampliado questionamentos sobre a credibilidade da gestão. A soma dos fatores externos e internos tem refletido em queda de apoio e aumento da rejeição em pesquisas de opinião.
Em um ambiente político cada vez mais polarizado, o cenário impõe desafios à estratégia do presidente para a disputa eleitoral de 2026.