O laudo médico do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado pela PF, deverá ser entregue no prazo de dez dias
O laudo médico da perícia deverá ser entregue no prazo de dez dias - Foto: Divulgação A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, na última sexta-feira, 16 de janeiro, uma série de questionamentos para orientar a perícia médica judicial determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
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A avaliação, que será realizada pela PF (Polícia Federal), deve verificar a necessidade de uma eventual transferência para um hospital penitenciário. As condições clínicas de Jair e a inadequação do ambiente prisional são apontadas pelos advogados como fatores que podem levar à morte súbita do ex-presidente.
Para a defesa, uma morte súbita é vista como “risco concreto” e “previsível” caso o ex-presidente não receba os cuidados necessários, reiterando o acesso a uma estrutura de saúde domiciliar.
O laudo médico da perícia deverá ser entregue no prazo de dez dias. Segundo a defesa do ex-presidente, há uma preocupação com a associação de doenças cardiovasculares e respiratórias, que poderiam levar a arritmias fatais, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Um quadro de apneia obstrutiva do sono severa também foi citado.
No documento, ainda é questionado se a interrupção, irregularidade ou uso inadequado do aparelho CPAP – aparelho médico que fornece um fluxo de ar contínuo – aumentaria os riscos de morte súbita, AVC e deterioração cognitiva.