Lobista amiga de Lulinha projetava ganhar R$ 100 milhões em um ano
Empresária Roberta Luchsinger, investigada no âmbito das fraudes no INSS - Foto: Reprodução Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) mostram a lobista Roberta Luchsinger se vangloriando do acesso que teria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a integrantes em cargos de comando na Esplanada dos Ministérios do governo petista, de acordo com diálogos obtidos e revelados na quinta-feira, 20 de agosto.
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Investigada por tráfico de influência, a empresária é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme a PF, ela mantinha uma relação de sociedade informal com Lulinha e com o empresário Fernando Bittar.
Os três mantinham um grupo no WhatsApp com o nome de “Musaranhos” em que discutiam projetos junto ao governo federal. Segundo Roberta, ela e Lulinha “eram uma coisa só”.
Nos diálogos, o filho do presidente chega a dizer que Roberta quem cuidava de suas finanças. A empresária também indica nas mensagens que Lulinha evitava se expor, atuando pontualmente e em alguns casos.
As trocas de mensagens mostram que o grupo projetava altos ganhos com os negócios. Em um diálogo com o empresário Gustavo Gaspar, em janeiro de 2024, Roberta afirma que gostaria de receber R$ 100 milhões naquele ano.
A Polícia Federal apura a suspeita de que o grupo teria buscado favorecer a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, para possíveis contratos com o Ministério da Saúde. O empresário queria expandir negócios e conseguir a regulamentação de produtos medicinais à base de cannabis.