Investigação aponta esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado a entidade de previdência complementar
PF apura pessoas jurídicas registradas em nome de terceiros para a aquisição e administração de patrimônio imobiliário - Foto: Divulgação A Polícia Federal bloqueou até R$ 365 milhões e sequestrou mais de 30 imóveis ao deflagrar, nesta quarta-feira, 08 de abril, a Operação Sem Lastro. A ação investiga crimes financeiros, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo uma entidade de previdência complementar vinculada a uma sociedade de economia mista de Santa Catarina.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
De acordo com os investigadores, os recursos desviados eram utilizados na aquisição de bens de alto padrão. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados aos suspeitos, em Florianópolis.
O principal alvo é um ex-diretor financeiro da entidade, apontado como integrante do núcleo decisório responsável pelas fraudes investigadas. A identidade dele não foi divulgada pelas autoridades.
Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que recursos da entidade foram destinados a investimentos classificados como de alto risco e sem lastro econômico adequado, alguns posteriormente considerados irrecuperáveis.
As investigações também apontam a realização de operações financeiras que teriam resultado em vantagem econômica indevida, além de indícios de ocultação e dissimulação de valores.
De acordo com a PF, teriam sido utilizadas pessoas jurídicas registradas em nome de terceiros para a aquisição e administração de patrimônio imobiliário. Os bens identificados apresentam valor incompatível com a capacidade econômico‑financeira formalmente declarada pelos envolvidos.
As apurações indicam ainda que diversos imóveis foram adquiridos sem registros formais de pagamento, o que é analisado no contexto da investigação sobre a origem dos recursos empregados.