Imbituba foi uma das cidades alvo da operação "Tela Oculta"
Investigação aponta movimentação de R$ 1,1 bilhão por meio de empresa de fachada - Foto: Divulgação A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta terça-feira, 14 de julho, a Operação Tela Oculta para desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma empresa de fachada para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
A investigação aponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,1 bilhão por meio do esquema. Coordenada pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça, a ação mobiliza o cumprimento de mais de 30 mandados de prisão e 80 de busca e apreensão.
As ordens judiciais são executadas em municípios da Grande Florianópolis, como São José, Palhoça e Florianópolis, além de Itapema, Balneário Camboriú, Imbituba e Porto Belo. Também há diligências nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Segundo a Polícia Civil, a empresa investigada, registrada no Mato Grosso, declarava atuar no comércio de colchões, mas, na prática, seria utilizada para ocultar e movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. De acordo com o delegado Marcos Fraile, os valores eram recebidos principalmente por integrantes da organização em Palhoça, enquanto a responsável pela empresa reside em Mato Grosso do Sul, onde também foram cumpridas medidas judiciais.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram uma grande quantidade de entorpecentes em um dos imóveis vistoriados em Florianópolis. O balanço completo das apreensões ainda não foi divulgado.
Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário de 22 pessoas físicas e oito pessoas jurídicas investigadas por participação no esquema criminoso.