Ocorrência foi registrada como morte suspeita
Miguel Abdalla Neto era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane - Foto: Reprodução Suzane von Richthofen esteve em um distrito policial de São Paulo para solicitar a liberação do corpo do tio, Miguel Abdalla Neto, encontrado morto na sexta-feira, 09 de janeiro, mas o pedido foi negado pela Polícia Civil.
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Segundo a Secretaria da Segurança Pública, em nota, na última segunda-feira, 12 de janeiro, o corpo já havia sido liberado anteriormente para fins de inumação a uma prima da vítima, que compareceu à unidade policial e se identificou como a parente mais próxima. Por esse motivo, a solicitação feita posteriormente por Suzane foi indeferida.
Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, era tio materno de Suzane e de Andreas von Richthofen. Ele foi encontrado morto dentro de uma residência no Bairro Campo Belo, na zona sul da capital paulista. No local, não foram identificados sinais aparentes de violência.
A ocorrência foi registrada como morte suspeita no 27º Distrito Policial (Campo Belo). Exames periciais foram requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar no esclarecimento das causas da morte.
Miguel Abdalla Neto era irmão de Marísia von Richthofen, assassinada em 2002 junto com o marido, Manfred von Richthofen, em um dos crimes mais emblemáticos do país. O casal foi morto dentro da própria casa, em São Paulo, em um plano que teve participação da filha Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.
Após o crime, Miguel foi responsável por administrar os bens e o patrimônio de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, até que ele atingisse a maioridade. Andreas, que era adolescente na época do assassinato dos pais, ficou sob os cuidados de familiares e sempre manteve distância da exposição pública envolvendo o caso.