A uma semana do segundo turno presidencial, três pesquisas divulgadas nesta reta final colocam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT). O Veritá aponta 51,07% contra 48,93% dos votos válidos; o Datafolha registra 51% a 49%; e o Ipespe/Abrapel apresenta 51,2% a 48,8%.
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O cenário favorece Flávio, mas os números mostram ainda uma eleição apertada e não é prudente acomodação para antecipar o resultado das urnas O destaque fica para o Instituto Veritá, que apresentou uma estimativa muito próxima do resultado do primeiro turno, enquanto o Datafolha mostrava o contrário, quando Flávio terminou à frente de Lula. Agora, o instituto volta a apontar vantagem para o candidato do PL.
O dado ganha relevância justamente por contrastar com levantamentos de outros institutos que não conseguiram reproduzir com a mesma precisão o cenário confirmado pelas urnas. Ainda assim, o desempenho anterior não garante que a pesquisa acertará novamente.
É um sinal transparente de que nenhuma pesquisa deve ser tratada como verdade absoluta. O mais importante é observar o conjunto dos levantamentos, suas metodologias e, principalmente, a tendência dos números nesta última semana.
Nos primeiros dias do segundo turno, Flávio concentrou esforços na articulação política para aglutinar partidos, lideranças e forças eleitorais que ficaram pelo caminho na primeira etapa da disputa
Agora, a expectativa é de que essa movimentação avance para uma mobilização mais intensa nas ruas, com presença de lideranças, atos políticos e engajamento dos eleitores.
É nessa capacidade de transformar alianças em apoio efetivo e votos que pode estar uma das chaves da eleição.
A última semana será decisiva e promete novidades nas duas campanhas. Flávio precisa consolidar a vantagem indicada pelas pesquisas e ampliar sua mobilização, enquanto Lula terá de reagir para tentar reverter o cenário.
No fim, não serão os números divulgados pelos institutos nem os acordos anunciados nos bastidores que decidirão a disputa, mas a capacidade de cada candidato de chegar ao eleitor. A eleição será definida nas urnas, e a força da mobilização nas ruas pode, sem dúvida, fazer a diferença no dia 25 de outubro.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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