Por mais que o Brasil esteja acostumado a ver seus líderes políticos encenarem espetáculos de retórica e teatralidade, o que o presidente Lula tem feito diante da mais recente crise diplomática com os Estados Unidos ultrapassa todos os limites do aceitável.
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A taxação de 50% imposta pelo governo Trump a produtos brasileiros é um golpe duro ao nosso setor produtivo, e o mínimo que se espera de um chefe de Estado é seriedade e responsabilidade diante de uma situação tão grave. Mas o que vimos foi exatamente o oposto.
Lula vestiu o figurino do palhaço de circo e subiu ao picadeiro internacional. Em vez de enfrentar as consequências dos seus próprios atos e da sua postura provocativa com maturidade e diplomacia, preferiu encenar mais uma de suas pantomimas políticas.
Faz questão de apontar o dedo para Bolsonaro, para um dos filhos do ex-presidente, para qualquer um, menos para o verdadeiro responsável por essa deterioração nas relações bilaterais: ele mesmo.
Desde a vitória de Donald Trump no pleito norte-americano do ano passado, Lula tem feito questão de se posicionar de forma hostil e desdenhosa, como se não soubesse que o presidente dos EUA — gostemos dele ou não — é um dos líderes mais influentes do planeta e com poder real de impactar diretamente a economia brasileira.
Em vez de buscar pontes, Lula preferiu queimar as que já existiam. Desdenhou, ironizou, e agora finge surpresa com a resposta firme e previsível de um governo que não tolera desrespeito.
Como se não bastasse, ao saber da taxação, durante visitas a estados do país — já se movimenta em pré-campanha — disse que a iniciativa de contato telefônico deveria ser do presidente americano. Em entrevista recente ao grupo Globo, com uma expressão visivelmente dissimulada e com sua cara feia mais uma vez se vitimizou.
É um verdadeiro teatro. Lula encena indignação, atua como vítima de uma perseguição que ele próprio alimentou com sua arrogância diplomática e sua visão míope de geopolítica. O que está em jogo não é ideologia — é comércio, empregos e o futuro de produtores brasileiros que pagarão o preço por uma gestão ideológica e prepotente.
Se Lula quer ser ator, que vá para os palcos. O povo brasileiro precisa de um estadista — e não de um palhaço que transforma a presidência em circo e compromete o país com sua encenação barata e psicótica.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, com base em um relatório da Polícia Civil, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou que o programa Universidade Gratuita tem apenas 130 casos suspeitos de irregularidades.
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Esse número é bem inferior ao relatório fornecido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC), que apontava mais de 18 mil indícios de irregularidades.
Os dados do TCE-SC se referem a estudantes matriculados em 2024 que apresentavam indícios de irregularidades, incluindo 858 milionários que teriam recebido bolsas indevidamente.
Ao tomar conhecimento dos números do TCE-SC, Jorginho Mello lembrou que agiu prontamente. “Imediatamente mandei a Polícia Civil investigar. E o que eles descobriram? Não são 18 mil, são 130 alunos suspeitos de esconder patrimônios, ou seja, 0,5% do total dos inscritos”, revelou o governador.
Jorginho Mello reconheceu que, apesar da grande diferença, 130 alunos suspeitos não é um número insignificante, mas está longe dos 18 mil apontados inicialmente.
Ele também criticou o que chamou de "políticos oportunistas" que, segundo ele, se apressaram em julgar e condenar todo o programa.
O governador fez questão de ressaltar que o programa Universidade Gratuita é o maior do Brasil em seu segmento.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.