O MDB sempre foi um partido de protagonismo em Tubarão. Uma sigla que governou o município, que formou quadros políticos expressivos e que, durante décadas, exerceu papel de liderança na cidade e em toda a região da Amurel. Mas a pergunta que se impõe hoje é inevitável: o MDB de Tubarão está adormecido ou morto?
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Ignorar o atual contraste entre a grandeza histórica da sigla e a indefinição que se vê atualmente, seria não se impor ao silêncio que predomina no diretório atual.
O MDB local possui uma base importante de filiados, um eleitorado que ainda lhe confere respeito, mas não conseguiu sequer apresentar, até agora, consenso a um nome da região da Amurel para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados no ano que vem.
Isso não é apenas uma ausência: é um vácuo político preocupante, que expõe a fragilidade de uma sigla que já foi sinônimo de força.
A Executiva do diretório municipal tem pregado união e diálogo. Apesar de seu trabalho ter respaldo, o que se vê são apenas palavras bonitas, mas que, até agora, ficaram somente no discurso. União sem ação é narrativa vazia. Diálogo sem definição é falta de comando.
Se o MDB abdica desse papel, deixa de ser protagonista e passa a ser coadjuvante — ou, pior, figurante. Por isso, a indagação se torna inevitável: o MDB de Tubarão está vivo? Está apenas adormecido, esperando um sopro de liderança que o desperte? Ou já morreu, sem que seus próprios dirigentes tenham coragem de admitir?
Enquanto não houver respostas e, sobretudo, atitudes, o partido corre o risco de perder sua relevância no cenário político local.
Após dias desde o decreto de sua prisão domiciliar, interlocutores de Jair Bolsonaro observaram na última sexta, 15 de agosto, ao blog, que o ex-presidente voltou a enxergar uma luz no fim do túnel.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Durante bate-papo com alguns assessores parlamentares na Alesc, eles observaram que as constantes ações de seus aliados no Congresso recolocou a anistia no centro do debate político, reacendendo a esperança de recuperar seus direitos políticos.
A estratégia também agora passa por convencer o Centrão a embarcar na ideia em troca do fim do foro privilegiado — algo que mexeria diretamente com os inquéritos sobre parlamentares.
Ao mesmo tempo, a pressão externa de Donald Trump tem reforçado esse cenário. O tarifaço de 50% contra o Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes mostraram que o presidente americano está disposto a usar seu peso para defender Bolsonaro e constranger as instituições brasileiras.
Segundo eles, o capitão aposta que a combinação entre rebelião interna e pressão internacional pode, cedo ou tarde, forçar uma reviravolta. Resta saber se a realidade confirmará essa expectativa ou se a luz no fim do túnel não passará de miragem.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.