Fechar [x]
APOIE-NOS
Tubarão/SC
24 °C
18 °C
Início . Blogs e Colunas .Fabiano Bordignon

Na Sapucaí de Lula, faltaram os escândalos e a prisão

Por Fabiano Bordignon
16/02/2026 - 10h16

Eu assisti ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Sambódromo da Marquês de Sapucaí justamente para apenas comprovar o que já era previsto. O espetáculo de horror enaltecendo o atual presidente foi digno da Coreia do Norte.

:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui

O que deveria ser espetáculo cultural virou peça de propaganda política. Um desfile financiado com dinheiro público, sob um governo comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, transformado em exaltação quase litúrgica do próprio presidente.

E não, não foi só homenagem. Foi palanque em forma de alegoria. Enquanto isso, o que ficou de fora?

Os escândalos. As condenações anuladas. As investigações. O histórico que inclui Mensalão, Operação Lava Jato, o caso do sítio de Atibaia, do INSS e do Banco Máster. Nada. Silêncio absoluto.

Eu fiquei esperando — confesso — que surgisse ao menos um carro alegórico fazendo referência à Odebrecht. Mas não. A história contada foi seletiva. Cuidadosamente editada e politicamente conveniente.

E como se não bastasse a omissão, veio o ataque. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ridicularizado. Pode-se gostar ou não de Bolsonaro — isso é da democracia. O que não é democrático é usar dinheiro público para atacar adversários políticos em pleno espetáculo financiado pelo Estado.

O que vimos na Sapucaí foi um dos episódios mais baixos de propaganda política recente. Um desfile que parecia menos samba e mais culto à personalidade.

Quando o Estado financia o elogio a si próprio e usa a cultura como ferramenta de ataque político, o sinal que se acende é perigoso. Muito perigoso. Foi um espetáculo deprimente.

STF trava o rodízio no Legislativo

Por Fabiano Bordignon
11/02/2026 - 08h30
Presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão, Everson Martins - Foto: Reprodução/Revista Única

Nesta semana, estive conversando com o presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão, Everson Martins (PSD), sobre diversos temas e um assunto que me chamou atenção foi o fim do chamado “rodízio” de vereadores por meio de licenças curtas.

:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui

Ele explicou que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julho do ano passado, que suplentes de vereador só podem assumir a vaga quando o titular ficar afastado por mais de 120 dias. A decisão vale para todas as Câmaras Municipais do país.

Na prática, isso inviabiliza o chamado “rodízio” — quando vereadores tiravam licença de 30 dias para que suplentes assumissem temporariamente e ganhassem espaço e visibilidade.

Com o novo entendimento, se o afastamento for inferior a quatro meses, o suplente não assume e a cadeira permanece vaga durante o período.

O STF aplicou o chamado princípio da simetria constitucional, entendendo que a mesma regra que vale para deputados federais — substituição apenas após 120 dias de licença — deve ser seguida também por deputados estaduais e vereadores.

A decisão já está valendo e força os Legislativos municipais a se adequarem a nova regra. 

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

+Lidas

Revista Única
www.lerunica.com.br
© 2019 - 2026 Copyright Revista Única

Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a nossa Política de Privacidade. FECHAR