A esquerda brasileira voltou a expor uma contradição difícil de justificar. Após à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Lula partiu em defesa do tirano.
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Acontece que, a Jair Bolsonaro, a cobrança foi imediata. Mandaram o ex-presidente para o cárcere, por uma suposta “tentativa de golpe”. Sem presunção de inocência e com sentença antecipada. Toda essa atrocidade liderada por um ministro escolhido a dedo para fazer o trabalho sujo — sabemos quem.
Mas, vejam, quando o assunto é Nicolás Maduro, o tom muda completamente. Mesmo diante de denúncias internacionais de fraude eleitoral, repressão política e manutenção do poder pela força, setores da esquerda defendem que o ditador venezuelano seja poupado, relativizando fatos e atacando os EUA que agiram para buscar o fim do regime.
A lógica é simples — golpe é crime quando o adversário político comete, mas, quando é aliado ideológico, vira “narrativa”.
Democracia não pode ser seletiva. Ou vale para todos, ou não passa de discurso vazio usado conforme a conveniência do momento. Quando a ação muda conforme o personagem, o debate deixa de ser sobre justiça e passa a ser apenas sobre poder
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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