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Republicanos sai da órbita do PSD-SC e passa a estar sob a influência do governador

Por Cláudio Prisco Paraíso
05/06/2024 - 16h45
De camisete azul, está o Bispo Flori, presidente do Republicanos de Florianópolis. - Foto: Divulgação

Agora se tornou público aquilo que vinha sendo costurado nos bastidores há um bom tempo – e que o blog antecipou lá atrás: o deputado federal Jorge Goetten, sem ambiente no PL por votar constantemente com o governo Lula, vai para o Republicanos de Santa Catarina.

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O blog cantou essa pedra no dia 3 de dezembro do ano passado.

O governador Jorginho Mello foi para Brasília, no final da manhã  desta quarta-feira, 5 de junho, para, entre uma agenda administrativa e outra, tratar sobre o Republicanos estadual com o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira.

Jorginho também vai conversar com o presidente nacional do PL, ex-deputado Valdemar Costa Neto. O dirigente precisa avalizar a engenharia política para que o partido não reivindique o mandato de Jorge Goetten.

Antes de embarcar para a Capital Federal, o governador esteve em um café com pastores da Grande Florianópolis para tratar da Marcha Para Jesus, evento que movimenta crentes evangélicos em todo o país.

Na foto, de camisete azul, está o Bispo Flori, presidente do Republicanos de Florianópolis.

O Republicanos sai do comando do ex-governador Moisés da Silva e passa a ser pilotada pelo irmão do governador Jorginho Mello, Juca Mello. O Republicanos estava sob a influência do PSD. Candidatos pessedistas nas eleições deste ano seriam respaldados, em vários municípios importantes, por lideranças republicanas. A sigla passa a orbitar o PL, que tem na presidência estadual o próprio governador.

Jorginho mata três coelhos numa cajadada só: arregimenta mais um partido, mantém um deputado federal aliado e enfraquece o PSD, sigla que vem tentando se arvorar como alternativa majoritária para 2026.

Aliás, no mano a mano da articulação, colocando-se de um lado o governador e do outro o deputado Julio Garcia, Jorginho vem nadando de braçada.

Mas a verdade é que, considerando-se o cenário pré-eleitoral deste ano e as movimentações de Jorginho Mello já com vistas a 2026, o PSD está ficando isolado e corre sério risco de encolher severamente já a partir deste ano, quando pode perder prefeituras estratégicas como Criciúma, São José, Tubarão e Lages.

Além do fato de já ter perdido um deputado federal – Ricardo Guidi – e estar na iminência de ficar sem representação na Câmara dos Deputados. Ismael dos Santos sinaliza que baterá em retirada na próxima janela partidária e o suplente Darci de Matos, se assumir definitivamente em caso de vitória de Guidi na eleição de Criciúma, também não vai permanecer nas hostes pessedistas.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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