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Até tu, Datafolha?

Por Cláudio Prisco Paraíso
17/06/2025 - 09h00

O governo Lula continua ladeira abaixo. O Instituto da Datafolha divulgou, neste final de semana, a performance administrativa do petista, que já bateu numa reprovação de 40%.

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Convenhamos. O número é baixo em relação a outros institutos. E com o Datafolha sempre é bom ficar com o pé atrás.

Ou os dois pés atrás. De qualquer forma, também houve a divulgação em relação à disputa presidencial, em que Lula perde preciosos pontos na corrida 2026.

Jair Bolsonaro já o ultrapassou com a inversão das curvas e quem encostou ficando a um ponto foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Aliás, é voz corrente em toda a mídia nacional, nas mais variadas frentes, a percepção de que Jair Bolsonaro estaria efetivamente trabalhando com a possibilidade de anunciar apoio ao seu ex-ministro da Infraestrutura, com o Michelle Bolsonaro de vice.

Troca

Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio, deu uma entrevista, também à Folha de S.Paulo, dizendo que, com a garantia do indulto e com uma postura firme contra o STF, um candidato à presidência poderia ter o apoio do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Derretendo

Paralelamente a isso, o que se observa é que a base de sustentação de Lula está se esvaindo. Fica muito claro que as medidas provisórias baixadas com majoração de impostos haverão de ser derrubadas na Câmara dos Deputados.

Espaço

Mais do que isso, partidos que hoje ocupam 11 ministérios na Esplanada, em Brasília, estão sinalizando claramente que não estarão com a recandidatura do atual inquilino do Palácio do Planalto.

Nomes

Os partidos são o PSD, que tem duas alternativas, os governadores dos estados vizinhos do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Federações

E também outros quatro partidos que avaliam se federar. Uma delas foi selada oficialmente no domingo.

A do PP com o União Brasil, federação batizada de União Progressista. Esses dois partidos vão caminhar para respaldar uma candidatura oposicionista.

Manda Brasa

E vejam, até mesmo o MDB já acena na mesma direção, na perspectiva de uma federação com o Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas.

Aliás, vale lembrar que o MDB, até pouco tempo, era cotadíssimo para indicar o vice de Lula da Silva, como o próprio PSD.

Respingos

Em Santa Catarina, numa repercussão direta, é muito bom, olhando-se da perspectiva do PSD, João Rodrigues. Afinal, ele faz oposição ao governo Lula, embora seu partido tenha três ministérios na gigantesca, paquidérmica, perdulária (pra não dizer outros adjetivos) esplanada sob Lula III.

Senado

A federação do PP com o União Brasil também é boa para Esperidião Amin, que fica, também, distante de qualquer comprometimento com o PT e o Palácio Planalto.

Ventos a favor

Finalmente, especialmente satisfatória e favorável ao MDB.

Os emedebistas de Santa Catarina temiam que alguém da família Calheiros, Renan Filho, ou mesmo da família Barbalho, o governador do Pará, Helder, que um dos dois viesse a ser vice de Lula da Silva. Isso poderia inibir o entendimento do MDB com Jorginho Melo para indicação do vice.

Muita água ainda vai passar por debaixo da ponte, mas ante tal quadro administrativo, político e eleitoral, as perspectivas do PT e de Lula da Silva são desalentadoras.

Pelo fim da reeleição no Poder Executivo

Por Cláudio Prisco Paraíso
14/06/2025 - 08h54

O Instituto Quaest fez um levantamento muito interessante, que gera um ponto de convergência entre os eleitores de Lula da Silva e de Jair Bolsonaro — conhecidos justamente pelo enfrentamento e pela polarização que marcou, inclusive, as eleições de 2022, quando os dois personagens disputaram o segundo turno.

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Nada mais, nada menos do que 56% dos brasileiros são favoráveis ao fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos.
Entre os eleitores de Bolsonaro, o percentual chega a 59%, e entre os de Lula, fica na média nacional de 56%.

Coincidentemente, na semana retrasada, o Senado, por meio da Comissão de Constituição e Justiça, apreciou e votou uma PEC que prevê não apenas o fim da reeleição, como também a unificação das eleições no Brasil. A proposta foi aprovada.

Trâmite

Agora, o texto segue para o plenário. Na PEC — que recebeu o respaldo da maioria dos senadores na CCJ — ficou estabelecido um mandato de cinco anos para presidente, prefeitos e governadores, sem direito à reeleição.

Timing

Mas essa mudança valeria mais adiante, pois aqueles que se elegeram prefeito em 2024, ou governador em 2022, ainda poderão buscar a recondução.

Calendário

Para que, futuramente, a coincidência de mandatos se concretize, será necessário que, num determinado momento, prefeitos e vereadores tenham um mandato de seis anos, assim como senadores tenham nove.

Tudo para que, em futuro bem próximo, tenhamos a possibilidade de unificação das eleições, com um pleito único — de vereador a presidente da República — e todos com mandatos de cinco anos.

Mandatos

Atualmente, prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais têm mandatos de quatro anos. A proposta é que passem a ter cinco.

Entretanto, nos cargos do Executivo, sem direito à reeleição — expediente que seguiria valendo apenas para os cargos legislativos.

O próprio senador, que hoje tem mandato de oito anos, passaria a ter apenas cinco.

Deputados

A proposta ainda precisará ser aprovada no plenário do Senado e, posteriormente, será submetida à Câmara dos Deputados.

A PEC, no entanto, encontra resistência: segundo essa mesma pesquisa da Quaest, 64% dos eleitores são contra a elevação do mandato de quatro para cinco anos.

Unificação

Outro dado relevante: 51% dos entrevistados são favoráveis à eleição única, mas 45% ainda preferem que os pleitos continuem ocorrendo de dois em dois anos, como é atualmente.

Posição

Vamos observar o desenrolar dos acontecimentos. Mas é muito positivo que essa discussão, finalmente, esteja avançando.

Fala-se em reforma política no Brasil há 30, 40 anos — e nada acontece. Só meias-solas e penduricalhos.

Fundamental

Este articulista, particularmente — como profissional de imprensa há mais de 40 anos — sustenta a importância de eleições únicas no Brasil, de vereador a presidente da República, sem direito à reeleição para os cargos executivos.

Até porque, aqueles que são eleitos e empossados, antes mesmo de se dedicarem à gestão e à administração, já se voltam à recondução quatro anos mais à frente.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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