Fechar [x]
APOIE-NOS
Tubarão/SC
33 °C
20 °C
Início . Blogs e Colunas .Cláudio Prisco Paraíso

Escorregadas que dão discurso à esquerda

Por Cláudio Prisco Paraíso
21/01/2025 - 08h44

Definitivamente, não vive o melhor dos seus dias. É assim que poderíamos definir as últimas manifestações do governador Jorginho Mello. Houve, no intervalo de uma semana, três pronunciamentos equivocados, erráticos.

:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui

O primeiro deles, durante uma entrevista em São Paulo, quando o governador praticou um deslize inexplicável, considerando-se que estamos falando de um político de muitos mandatos. 

O catarinense afirmou que Jair Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto estão afinadíssimos, que conversam com frequência. 

Ora, todos sabemos, inclusive ele, que os dois estão proibidos de interagir, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, no contexto de investigações que alcança a dupla.

Assim que deu essa declaração, logo veio à mente de que o todo-poderoso ministro do STF iria acioná-lo para prestar esclarecimentos. Não deu outra. Foi o que ocorreu.

Prato cheio

Alexandre já acionou a Polícia Federal, que deu quinze dias para o governador procurá-la e aí prestar os devidos esclarecimentos. Já foi uma bela de uma atravessada de Jorginho. Logo na sequência, na abertura de uma festa tradicional em Pomerode, ele falou da pele dos habitantes da cidade.

Margem

Longe de ter praticado crime de racismo, mas o governador de qualquer forma, deu uma declaração que gera interpretações variadas, levando a esquerda a explorações de natureza política.

Triunvirato

E, para completar o triunvirato de derrapadas, Jorginho Mello esteve em Balneário Camboriú e censurou publicamente a prefeita Juliana Pavan. O governador meio que a questionou por que outras autoridades estariam oferecendo ajudas e contribuições à cidade. 

Nome e sobrenome

Ele citou os gaúchos, mas queria fazer referência, evidentemente, ao prefeito João Rodrigues, que na véspera tinha colocado a prefeitura de Chapecó à disposição, assim como já havia feito durante a tragédia do Rio Grande do Sul no ano passado.

Autonomia

Essa enquadrada pegou mal. Certamente não foi bem recebida por Juliana. Mas, vamos além. Como o governador quis de alguma maneira emparedá-la para dar um chega pra lá em João Rodrigues, o prefeito de Chapecó chegou com caminhões, retroescavadeiras e uma série de equipamentos no próprio domingo em Balneário Camboriú. 

Família

O oestino fez uma gravação. Não só com Juliana, mas também com Leonel Pavan, prefeito de Camboriú, pai de Juliana. João Rodrigues deixou claro que estava ali para ajudar as duas cidades e foi, digamos, paparicado pela família Pavan. Os três são correligionários, filiados ao PSD. 

Desatenção

Convenhamos, Jorginho Mello parece não estar atento às suas falas em meio aos seus movimentos. Até porque isso tudo provoca algum tipo de desgaste. 

Fugindo do padrão

Mas, o que estaria acontecendo com Jorginho Mello? Afinal de contas, nos últimos dois meses e meio, ele tem cometido uma série de impropriedades na condução política. Inclusive na composição do governo, com o MDB, PP e por aí vai. 

Dúvida

Estaria faltando assessoria, conselheiros, ao chefe do Executivo estadual? Ou ele trocou de colaboradores que vinham lhe aconselhando, lhe ajudando nas formulações? Essa é a questão, e a incógnita que fica no ar neste momento.

Nada de novo no front

Por Cláudio Prisco Paraíso
18/01/2025 - 08h30

Novamente Santa Catarina foi assolada por um evento climático extremo. Desta vez, de curta duração, mas de uma intensidade poucas vezes vistas.

:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui

Em algumas horas choveu o equivalente a um mês e meio, em média de precipitação. Em geral, os prefeitos e prefeitas, de Florianópolis ao Litoral Norte, e suas equipes, agiram com rapidez e assertividade na resposta.

Assim como o governo do Estado, mobilizando Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Infraestrutura, Polícia Militar e por aí vai. O governador Jorginho Mello acompanhou e orientou diversas ações desde o começo da tragédia.

Volume

Mas até mesmo ele foi pego de surpresa. Houve uma lacuna. Nem mesmo os sistemas de meteorologia, públicos e privados, captaram que viria tanta água em tão pouco tempo.

Prioridade

Isso é sério e a solução precisa ser priorizada pelo governo do Estado, passando pela modernização de equipamentos, pois as tragédias parecem que andam se reinventando e até inovando.

Sem comparações

Outro aspecto importante. A chuvarada de quinta-feira nem se compara à histórica tragédia com cerca de 70 dias de chuvas quase que ininterruptamente entre outubro e novembro de 2023.

Obrigado

Esse foi o motivo pelo qual o governador do Estado avisou a União que, neste primeiro momento, não necessitamos de suporte federal.

Mendigando
Até porque, soaria a esmola. Histórica e anualmente, o estado recebe de volta de Brasília cerca de 10% do que manda em impostos recolhidos. Uma vergonha e um deboche inaceitáveis.

Balela

Em vez de ficar fazendo mídia com migalhas, a administração federal precisa se concentrar em recuperar a BR-101, totalmente interditada, nos dois sentidos, por uma cratera no município de Governador Celso Ramos, o que já está gerando grandes prejuízos e transtornos.

Hã?

Brasília também poderia explicar, em vez de usar mais um evento climático extremo para fazer palanque político no estado via jornalistas amestrados, porque projetou apenas quase metade – em comparação com o ano passado - dos recursos para obras federais no estado este ano. Como assim?

Marketing

Petistas e seus porta-vozes passaram dois anos anunciando que estavam finalmente investindo de verdade em rodovias federais no estado, bilhões, etc., e onde estão agora, para onde foi o dinheiro? Na BR-280 as obras que andam são no trecho estadual. No federal, tudo parado.

Novela

A BR-470, atrasada há mais de 10 anos, segue ainda com trechos patinando. E as demais? BR-282, BR-163 e por aí vai? O que teve de anúncio de edital para obras federais foi uma grandeza no segundo semestre do ano passado, mas vai ter dinheiro pra tirar as obras do papel?

Vida real

É disso que Santa Catarina precisa, de investimentos federais; o resto é conversa mole, lorota, balela. O governador sabe muito bem disso, por isso não fica entrando nesse joguinho midiático e vazio do PT. Mas, reitera-se. Por outro lado, que a tragédia de quinta-feira sirva de lição para modernizarmos nossos sistemas de alerta de eventos climáticos, um dever da gestão estadual.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

+Lidas

Revista Única
www.lerunica.com.br
© 2019 - 2026 Copyright Revista Única

Demand Tecnologia

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a nossa Política de Privacidade. FECHAR