Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Flavio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Jorginho Mello - Foto: Redes Sociais O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), participou no domingo, 16 de março, do ato “Anistia e Liberdade de Expressão”, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
O evento, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reuniu milhares de apoiadores e lideranças conservadoras em defesa da anistia para os presos dos atos de 8 de janeiro e contra decisões do Judiciário que, segundo os organizadores, ameaçam a liberdade de expressão.
Ao lado dos governadores Cláudio Castro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Mauro Mendes (União Brasil-MT), Jorginho Mello afirmou:
“Não podemos aceitar que vozes sejam caladas simplesmente por pensarem diferente. A liberdade de expressão é um princípio fundamental que deve ser garantido a todos os brasileiros.”
Essa foi a segunda grande mobilização organizada por Bolsonaro neste ano, após o ato na Avenida Paulista. Em Copacabana, Jorginho Mello reafirmou sua sintonia com o ex-presidente e a defesa das liberdades individuais.
“Santa Catarina continua sendo o estado mais bolsonarista do Brasil, e seguimos firmes na defesa dos nossos valores e da liberdade de expressão”, declarou.
O evento consolidou a força do bolsonarismo no país, com Santa Catarina mantendo seu papel de destaque dentro do movimento.
A correlação de forças no Congresso Nacional pode sofrer importante alteração a partir, talvez, ainda desse primeiro semestre. Hoje, a principal representação da Câmara pertence ao PL, com 99 deputados.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Na sequência, vem a Federação PT, PV e PCdoB, que tem 80 cadeiras no Parlamento. No Senado, a maior bancada é a do PSD, com 14. Depois vem o MDB.
Desde 2022, os presidentes do PP, do Republicanos e do União Brasil têm se reunido regularmente. Respectivamente, estamos citando Ciro Nogueira, senador pelo Piauí; Marcos Pereira, deputado federal por São Paulo; e Antônio Rueda.
Só que agora, como a questão da Federação começa a afunilar, o Republicanos já pulou fora. Ficaram apenas o PP e o União Brasil. Mesmo sem o Republicanos, essa nova Federação, uma vez consumada, reuniria 109 deputados federais e 13 senadores. Um colosso.
Posição
Ficaria com a maior representação na Câmara e a segunda maior, perdendo por apenas um senador no Senado.
O Republicanos comanda a Câmara dos Deputados, na figura de Hugo Motta, deputado da Paraíba, apoiado por Arthur Lira e também pelo governo e pelo PL. Acabou sendo uma candidatura quase que de unanimidade.
Passo atrás
Mas o partido recuou da federação. E Arthur Lira tem tudo para presidir esse consórcio partidário. Seria o terceiro no Brasil.
Quadriênio
Além da já citada, formada por PT, PCdoB e PV, tem também a do PSDB com o Cidadania. E as regras são claras. A Federação dura por quatro anos.
O fundo partidário e eleitoral é dividido. Nessa federação, com PP e com o União, o valor seria de R$ 1 bilhão.
2026
Sem falar numa posição uniforme dos partidos no contexto da Federação, tanto no Congresso quanto nas eleições.
Ou seja, o PP e o União terão que estar juntos. E qual é a repercussão disso em Santa Catarina? Hoje o PP está com o Jorginho Mello.
Ficando fora
Mas se a Federação for selada, formalizada, o partido poderá não estar no projeto do governador em 2026. O PP não tem nome à Presidência.
Mas o União tem. Para a sucessão presidencial, deve ser lançado, na semana que vem, o governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado.
Palanque
Então, em Santa Catarina, circunstancialmente, o União teria que colocar um candidato para dar palanque a Caiado.
Jaraguá
Poderia ser até o deputado estadual do MDB, Antídio Lunelli, que já foi procurado pelo deputado federal presidente da União em Santa Catarina, Fábio Schiochet, ambos de Jaraguá do Sul.
Vice
Ah, mas se houver um entendimento entre Bolsonaro e Caiado? Aí tudo bem. Antídio poderia ser vice de Jorginho Mello. Mas é um cenário que parece pouco provável.
Fator Bolsonaro
Na quarta-feira, Bolsonaro ratificou sua candidatura, embora inelegível. Ele disse ainda que todos os partidos de direita devem lançar candidatos próprios e, no segundo turno, se unirem contra de Lula da Silva.
No futuro, estando ele impedido, lançaria um dos dois filhos, Eduardo ou Flávio, ou mesmo a ex-primeira-dama Michelle.
Lado
Nesse caso, Jorginho teria que ficar com o Bolsonaro, evidentemente, e perderia, uma vez formalizada a federação, o PP e deixaria de trazer a União Brasil.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.