Jorginho Mello ganhou a eleição, mas não desceu do palanque. Reeleito no primeiro turno, concentrou sua primeira semana de articulações políticas na campanha presidencial.
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Conversações, telefonemas, encaminhamentos internos do PL e presença em Brasília. A prioridade está definida: ampliar a votação de Flávio Bolsonaro e transformar a força eleitoral catarinense em influência no resultado nacional.
A meta é 75%
Flávio conquistou 66,65% dos votos válidos em Santa Catarina, cerca de quatro pontos acima do desempenho de Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022. Jorginho quer mais. A intenção é alcançar 75%, três quartos do eleitorado que votar validamente. Uma marca próxima daquela obtida pelo pai contra Fernando Haddad em 2018. É uma meta ambiciosa. O governador quer entregar uma vitória esmagadora.
O Sul articulado
A mobilização envolve Sergio Moro e Luciano Zucco, governadores eleitos do Paraná e do Rio Grande do Sul. Os três participaram de articulações em Brasília para fortalecer a candidatura liberal. A intenção é elevar a vantagem regional sobre Lula para algo entre seis milhões e seis milhões e meio de votos. Jorginho entra nessa operação com a musculatura de quem acaba de conquistar mais quatro anos de governo.
Cada um na sua frente
O trabalho no Sul ficará concentrado nas lideranças regionais, com governadores e senadores mobilizando suas bases. A tendência é que os presidenciáveis priorizem São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de incursões pelo Nordeste. Jorginho também organiza sua participação fora de Santa Catarina. Quer ocupar espaço na campanha nacional e mostrar que sua liderança ultrapassa as divisas do Estado.
Governo depois
Quem está ansioso por uma cadeira no secretariado terá de esperar. Jorginho pretende deixar as principais conversações sobre o segundo mandato para depois de 25 de outubro. Uma pausa para descanso também está no horizonte, antes de concluir a montagem da equipe. A mensagem aos pretendentes é clara: primeiro, a eleição presidencial. Depois, a distribuição de responsabilidades no novo governo.
Lealdade reconhecida
Marilisa Boehm já tem destino anunciado: a Secretaria de Segurança Pública. Delegada aposentada, a atual vice aceitou compor a chapa em 2022, quando embarcar com Jorginho estava longe de representar uma aposta segura. A parceria atravessou o mandato e será preservada no primeiro escalão. É reconhecimento à lealdade de quem esteve ao lado do governador antes da vitória consagradora.
Fazenda preservada
Cleverson Siewert é outro nome com forte perspectiva de continuidade. À frente da Fazenda desde o início da gestão, reúne confiança e conhecimento da administração. A disposição é mantê-lo. Marilisa tem anúncio; Siewert tem uma permanência encaminhada politicamente. São situações distintas, mas ambas apontam para a preservação de pessoas próximas ao governador em posições importantes.
A porta de Brasília
A convocação de deputados federais para o secretariado pode abrir espaço aos suplentes do PL. Ismael dos Santos é o primeiro da fila, seguido por Rubens Angioletti. Ricardo Guidi, que já integrou o governo, e Daniela Reinehr aparecem como possibilidades para a equipe. Não há definição. Há uma equação política que permite reforçar o Executivo e, ao mesmo tempo, acomodar aliados na Câmara.
A fila estadual
Na Assembleia, o raciocínio é semelhante. Jair Miotto ficou na primeira suplência do PL, com Ivan Naatz logo atrás. O aproveitamento de parlamentares eleitos no governo poderia abrir caminho para esses retornos. Jorginho dispõe de uma bancada robusta e de margem para organizar o grupo. Mas cada convocação terá de combinar capacidade administrativa com interesse político.
Outros nomes
Leandro Sorgato, professor e ex-reitor, e Juliana Maciel, ex-prefeita de Canoinhas, também aparecem entre as possibilidades de aproveitamento. A lista está aberta, e as decisões ainda dependem das conversações. Depois de uma vitória avassaladora, interessados não faltarão. Jorginho, porém, estabeleceu a ordem das prioridades: antes de acomodar o próprio time, quer ajudar Flávio a conquistar o Planalto.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.
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