Cidade Juliana conquistou o registro de Patrimônio Cultural Imaterial pela simbiose entre os animais e pescadores
Registro do renomado fotógrafo de Laguna - Foto: Ronaldo Amboni A tradicional pesca artesanal em parceria com os botos, realizada em Laguna, foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil nesta semana. O registro foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural e incluído no Livro de Saberes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
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O fotógrafo de Laguna, Ronaldo Amboni, recorrecido por inúmeros registros icônicos desta simbiose conseguiu capturar uma imagem perfeita do salto de um boto na Lagoa Santo Antônio dos Anjos. A partir da foto, um vídeo produzido com uso de Inteligência Artificial parece brindar esse momento emblemático, e de muito merecimento, do encontro perfeito entre os animais e os pescadores em Laguna.
"Fotografar o boto de Laguna à noite é um desafio extremo pelo foco, mas o destino trouxe a lua cheia para ajudar. Usei o reflexo da lua na água para guiar a lente e o resultado foi esse: a magia da pesca da tainha sob o luar", detalha Amboni.
Capital Nacional do Boto-Pescador
A prática centenária é considerada um exemplo único de cooperação entre humanos e animais: os botos ajudam os pescadores a localizar cardumes de tainha e sinalizam o momento ideal para lançar a tarrafa.
O reconhecimento reforça a importância cultural da tradição, que já havia garantido ao município, em 2016, o título de Capital Nacional do Boto-Pescador. O prefeito Preto Crippa acompanhou a reunião que confirmou o registro, realizada no Rio de Janeiro.
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