Transição ocorreu após a confirmação judicial do direito de rescisão por parte do consórcio responsável
Novo contrato e detalhes da situação foram apresentados em coletiva de imprensa nesta segunda, 15 - Foto: Divulgação O transporte coletivo de Tubarão entrou em uma nova fase após o encerramento judicial do contrato de concessão firmado em 2019. Para evitar a interrupção do serviço, a Prefeitura mobilizou uma força-tarefa e, em apenas 11 dias úteis, estruturou um contrato emergencial de 12 meses. O objetivo foi garantir a continuidade do sistema sem prejuízo aos usuários.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 15 de junho, o prefeito Estêner Soratto explicou que transição ocorreu após a confirmação judicial do direito de rescisão por parte do consórcio responsável, que havia acionado a Justiça alegando desequilíbrio econômico-financeiro após a pandemia da Covid-19.
A partir da notificação oficial de encerramento, recebida em 26 de maio, a administração municipal iniciou o processo emergencial envolvendo diferentes setores, como a Procuradoria-Geral, Gerência de Trânsito e Mobilidade e o setor de Licitações.
O contrato foi firmado após consulta a empresas do setor, com quatro propostas apresentadas. A vencedora foi a New Hope Terceirização Catanduva Ltda. O custo definido foi de aproximadamente R$ 13,10 por quilômetro rodado, valor considerado pela Prefeitura mais vantajoso em relação ao modelo anterior.
Segundo a administração municipal, a operação emergencial também trouxe melhorias imediatas ao sistema. A frota passou a contar com ônibus mais modernos, com ar-condicionado, Wi-Fi e câmeras de monitoramento. Além disso, está prevista a implantação de um aplicativo para acompanhamento em tempo real dos veículos, ampliando a transparência e o controle da operação.
A tarifa foi mantida em R$ 5 no pagamento embarcado e R$ 4,84 com cartão antecipado. Para facilitar a transição entre os sistemas, o município adotou tarifa zero entre os dias 13 e 22 de junho. O contrato emergencial terá duração de 12 meses, período em que a Prefeitura pretende elaborar a nova concessão definitiva do transporte coletivo.