Prefeito destaca investimento de R$ 675 mil, participação da sociedade e necessidade de melhorar a mobilidade urbana
Durante a assinatura para a execução, Soratto destacou que o Plano Diretor estabelece as regras para o desenvolvimento urbano - Foto/Vídeos: Fabiano Bordignon/Revista Única O prefeito de Tubarão, Estêner Soratto, quer antecipar de 12 para seis meses a conclusão dos trabalhos de revisão do Plano Diretor do município. O documento, considerado fundamental para orientar o crescimento da cidade, terá investimento de R$ 675 mil e será elaborado com a participação da prefeitura, da equipe técnica contratada e da sociedade civil organizada.
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Em entrevista, na manhã desta terça-feira, 27 de outubro, durante a assinatura para a execução, Soratto destacou que o Plano Diretor estabelece as regras para o desenvolvimento urbano, incluindo a altura dos edifícios, a largura das ruas, a expansão do sistema viário e as atividades comerciais permitidas em cada bairro.
Segundo ele, a atualização é necessária para garantir crescimento ordenado, mobilidade urbana e mais segurança para a população. A elaboração ficará sob responsabilidade da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), contratada pelo município, com previsão inicial de 12 meses para a conclusão.
O prefeito, no entanto, pediu que o prazo seja reduzido para seis meses. “Tubarão tem pressa”, afirmou, ao justificar a necessidade de acelerar o processo diante do crescimento populacional e da expansão urbana.
Congonhas e Monte Castelo preocupam pela mobilidade
Entre os exemplos citados pelo prefeito estão os bairros Congonhas e Monte Castelo, que enfrentam dificuldades de mobilidade em razão das limitações de acesso e do crescimento dos loteamentos.
Em Congonhas, Soratto apontou a rua Rui Barbosa como a principal ligação com o Centro e afirmou que a via já não comporta novas ampliações. Ele também mencionou a Rua Luiz Martins Collaço como exemplo de trecho comprometido pela expansão de loteamentos, o que dificulta a criação de alternativas para o trânsito.
No Monte Castelo, o prefeito destacou a Rua José Bressan como principal acesso dos moradores. Para evitar que o bairro enfrente problemas semelhantes aos de Congonhas, a administração municipal vem exigindo que novos loteamentos preservem possibilidades de prolongamento de vias, como as ruas Sílvio Cérny e dos Ferroviários.
“Eu não quero que venha um Plano Diretor copie e cola de outra cidade e cola em Tubarão. Tem que ser desenvolvido aqui”, afirmou Soratto, ressaltando a importância de considerar as características específicas do município na elaboração das novas regras.
Crescimento exige planejamento
O prefeito também relacionou a revisão do Plano Diretor às perspectivas de crescimento econômico e populacional de Tubarão. De acordo com os números apresentados por ele na entrevista, a cidade registrou crescimento populacional de aproximadamente 2% ao ano, com cerca de 2,2 mil habitantes a mais nos últimos três anos. Para 2026, Soratto mencionou uma projeção de acréscimo de 2,9 mil habitantes.
Na avaliação do prefeito, regras claras podem estimular novos investimentos, facilitar a atuação dos empreendedores e ampliar a arrecadação municipal. O investimento de R$ 675 mil, segundo ele, deve ser compreendido como parte de uma estratégia de planejamento para o futuro da cidade.
Soratto ainda destacou que a elaboração deverá contar com oficinas nos bairros e encontros com profissionais ligados ao desenvolvimento urbano, como engenheiros, arquitetos, corretores de imóveis, construtores e loteadores.
A proposta é que o novo Plano Diretor ofereça diretrizes para pelo menos os próximos dez anos, período que também corresponde ao intervalo previsto para a atualização do instrumento. Além de organizar a expansão urbana, a administração pretende contemplar questões de mobilidade, ocupação de áreas sujeitas a alagamentos e preservação do sistema viário.
Para Soratto, o desafio é permitir que Tubarão continue crescendo sem repetir problemas de planejamento observados em áreas que hoje enfrentam dificuldades de circulação. A expectativa é que a participação da comunidade e dos profissionais do setor contribua para acelerar a revisão e adequar as regras às necessidades atuais e futuras do município.
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