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Congelamento de óvulos cresce e se consolida como tendência em saúde reprodutiva

Busca por planejamento da maternidade impulsiona procedimento; especialista aponta mudança no perfil das pacientes

Por Redação, Revista Única
16/01/2026 - 09h37.Atualizada em 16/01/2026 - 09h43
Dra. Lisandra Radaelli observa aumento expressivo na procura por informações sobre o procedimento ao longo do último ano - Foto: Divulgação

O congelamento de óvulos avança e se consolida como uma das principais tendências globais em saúde reprodutiva. Com a maternidade sendo adiada por razões profissionais, pessoais ou de relacionamento, cresce o interesse por alternativas que permitam preservar a fertilidade e ampliar as possibilidades de escolha no futuro.

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O movimento já se reflete nos indicadores demográficos, com aumento das gestações tardias e maior procura por estratégias de planejamento reprodutivo. Projeções internacionais indicam que, entre 2023 e 2030, o mercado de congelamento de óvulos deve crescer cerca de 17% ao ano. 

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O dado posiciona o procedimento como uma das principais apostas para mulheres que planejam a maternidade a partir de 2026, deixando de ser visto apenas como recurso médico e passando a integrar decisões de vida e carreira.

A mudança também é percebida na rotina dos consultórios. Segundo a ginecologista com atuação em reprodução assistida, a Dra. Lisandra Radaelli, houve aumento expressivo na procura por informações sobre o procedimento ao longo do último ano. “Muitas mulheres desejam ser mães, mas entendem que aquele não é o momento ideal para engravidar. Elas buscam informação para ganhar tempo com mais segurança. Hoje, o congelamento de óvulos deixou de ser indicado apenas em situações de infertilidade e passou a fazer parte do planejamento reprodutivo feminino”, afirma.

Cenário brasileiro confirma tendência

No Brasil, os números acompanham o cenário internacional. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que os ciclos de congelamento de óvulos cresceram 98% entre 2020 e 2023. No mesmo período, o total de óvulos criopreservados saltou de cerca de 56 mil para 111 mil. O maior crescimento ocorreu entre mulheres com menos de 35 anos, faixa etária considerada mais favorável do ponto de vista reprodutivo.

De acordo com a especialista, a idade é um fator decisivo para os resultados. “O ideal é realizar o congelamento antes dos 35 anos, quando a quantidade e a qualidade dos óvulos são melhores. Após essa idade, há uma redução natural da fertilidade feminina”, explica.

O procedimento envolve estimulação ovariana controlada, coleta dos óvulos e criopreservação em temperaturas extremamente baixas. Quando a mulher decide engravidar, os óvulos podem ser descongelados e utilizados em um tratamento de fertilização in vitro.

Ao se firmar como tendência para os próximos anos, o congelamento de óvulos amplia o debate sobre autonomia, acesso à informação e planejamento reprodutivo. Mais do que adiar a maternidade, a técnica oferece às mulheres a possibilidade de tomar decisões conscientes, alinhando saúde, projetos pessoais e escolhas de vida com maior previsibilidade e segurança.

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